Comitê de Política Monetária (Copom)

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Comitê de Política Monetária (Copom)

O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão do Banco Central (BC) responsável por definir os juros básicos (Selic).

O colegiado do Copom se reúne a cada 45 dias. Ali, decide-se sobre subir, reduzir ou manter a Selic. O grupo avalia e discute dados como o desempenho da atividade econômica, das contas públicas, inflação, a flutuação do câmbio e a conjuntura internacional. As condições de liquidez e o comportamento dos mercados também são levados em conta.

Por que um evento tão burocrático chama tanta atenção? 

A reunião do Copom é sempre marcada por muita expectativa no mercado financeiro. Ainda que as decisões possam ser previsíveis, já que as projeções são atualizadas semanalmente no Boletim Focus do BC, agentes e investidores se interessam pelas sinalizações dadas pelo Copom no comunicado feito imediatamente após o encontro, e na ata divulgada na terça-feira da semana seguinte. O movimento e o recado do colegiado podem influenciar na calibragem das carteiras, ora tornando a renda fixa mais atrativa, ora favorecendo o cenário para a renda variável. É também a partir do anúncio da nova Selic que os bancos corrigem as suas taxas de juros, que impactam os créditos imobiliários, agrícolas e a tomada de empréstimo pelo público em geral. 

Como tudo começou? 

Tudo começou em junho de 1996. O Copom nasceu com a missão de dar maior transparência ao processo que estabelece os juros básicos nacional. A ideia do Copom não era nova, tanto que ela foi desenhada nos moldes do que já era adotado pelo Federal Open Market Committee (FOMC), do Banco Central dos Estados Unidos, e pelo Central Bank Council, do Banco Central da Alemanha. 

Os encontros do Copom acontecem durante dois dias seguidos (geralmente terça e quarta-feira) e o calendário anual sempre é divulgado em junho do ano anterior. Dele participam só gente graúda, como o presidente e os oito diretores do Banco Central. Eles estudam e analisam as informações apresentadas por um grupo composto pelos chefes do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento Econômico (Depec), Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), Departamento das Reservas Internacionais (Depin) e Departamento de Assuntos Internacionais (Derin).  

A primeira sessão aborda questões técnicas e expectativas gerais. Na segunda etapa acontece a decisão em si. Os integrantes deliberam, por maioria simples, a meta para a Selic para o período, que caminha no cumprimento das metas para a inflação (medida pelo IPCA). 

Quatro fatos sobre o Copom 

  1. Até 2005, as reuniões do Copom eram realizadas todos os meses. 
  1. Há um período de silêncio, em que os integrantes não podem se manifestar. Ele vigora entre a quarta-feira anterior ao encontro e a terça-feira em que a ata é divulgada. 
  1. As decisões do Comitê influenciam diretamente nas aplicações financeiras em renda fixa, como Tesouro Selic, CDB, LCI e LCA
  1. No caso da caderneta de poupança, a Selic tem papel fundamental. Acima de 8,5% ao ano, ela rende 0,5% sobre o valor depositado mais a Taxa Referencial (TR). Abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais TR. 

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Teto de gastos

Teto de gastos é um mecanismo que surgiu em 2016 e passou a ser aplicado em 2017, que nasceu com a missão de evitar o aumento da relação dívida pública/PIB. As despesas e os investimentos do governo ficam, assim, limitados aos mesmos valores gastos nos 12 meses anteriores terminados em junho e corrigidos pelo IPCA.…

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Pro rata

Pro rata, ou pro-rata, é um termo usado no mundo da contabilidade, economia, direito e finanças que indica divisões iguais de um valor. A distribuição de dividendos entre acionistas é um exemplo de pro rata.…

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IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central)

O IBC-Br é divulgado todos os meses pelo Banco Central (BC) desde março de 2010. O objetivo do índice é mensurar a evolução da atividade econômica do país e ajudar na estratégia de política monetária.…

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CDS (credit default swap) é a troca de risco de crédito. O CDS é um contrato derivativo que funciona como um seguro para quem empresta dinheiro. Por levar em sua precificação o risco de inadimplência do tomador do empréstimo, o CDS é muito usado como termômetro para o risco de um país. …

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