Dica do especialista: ETF prefixado de curto prazo

O IRFM11 é bastante negociado em Bolsa

Ilustração abstrata sobre ETF, sigla em inglês para fundo negociado em Bolsa (Exchange Traded Fund).
ETF é a sigla em inglês para fundo negociado em Bolsa (Exchange Traded Fund). – Ilustração: Luli Tolentino

Pontos-chave

  • O benchmark é o IRFM P2, que é um índice que pertence à família IMA (Índice de Mercado Anbima)

A semana começa quente com as expectativas do Brasil chegar ao pico da Selic. A reunião do Copom acontece nesta quarta-feira (3) e os especialistas falam em algo em torno de 13,75% ao ano. E, para casar com esse tema, Victor Vietti, especialista líder em investimentos do Itaú Unibanco, trouxe para o Manhã Inteligente desta segunda-feira (1) o assunto ativos prefixados. Um ativo prefixado é um investimento de renda fixa que, em termos de remuneração, trava os ganhos por determinado período. “O IRFM11 é um ETF, o que faz com que seja negociado em Bolsa. Por isso, esse investimento tem bastante facilidade para você comprar, vender, entrar e sair da posição com bastante tempestividade”, explica o especialista.

Ativo tem como benchmark índice da Anbima

Para completar, Vietti conta que esse investimento tem como benchmark IRF-M P2, que é um índice que pertence à família IMA (Índice de Mercado Anbima), e é uma carteira teórica composta por títulos públicos prefixados (LTN e NTN-F). “O ETF busca Prazo Médio de Repactuação acima de dois anos. Então, ele pode ser igual ou mais longo do que o índice original, que é o IRFM e tem algumas vantagens de tributação: você paga 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital. Além disso, esse produto não tem o come-cotas, o que pode ser interessante se comparado com outros fundos”, acrescenta.

Qual é a desvantagem do IRFM11?

Ainda de acordo com o especialista, o IRFM11, assim como qualquer instrumento de renda fixa, tem uma mecânica mais automatizada de compra e venda de ativos. “Isso porque ele é um ETF, então, não tem uma gestão ativa, dependendo do cenário de mercado”, afirma Victor.

Por isso, é importante monitorar o mercado para evitar algum tipo de dinâmica um pouco mais complexa. “A nossa previsão é que a Selic comece a cair a partir do segundo semestre de 2023. Mas fica essa dica, porque além da gente estar bastante otimista com a classe de prefixados, ele é um instrumento de democratização dos investimentos”, finaliza o especialista.

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