Debênture

Debênture é uma dívida que as empresas fazem com a sociedade para se financiarem. Este empréstimo é feito por meio de um título com vencimento, geralmente, entre dois e dez anos.

O que são debêntures?

As debêntures fazem parte da renda fixa, e são títulos de dívidas emitidos por empresas que desejam captar dinheiro para executar projetos específicos, se reestruturar ou aumentar capital. Esses títulos podem ser de médio ou longo prazo.

Como funcionam as debêntures

As debêntures têm características próprias e que variam de acordo com a situação. Pessoas físicas e jurídicas podem comprar debêntures e virar credores da empresa emissora. Em troca, recebem juros periódicos; a frequência e o valor variam em cada caso.

Ilustração em que uma pessoa insere moedas numa máquina para retirar papéis representando Debêntures ou Ações de empresas
– Ilustração: Marcos de Lima

Já o pagamento do montante principal pode ser todo no vencimento do título ou de pouco em pouco, em amortizações periódicas. Há também a debênture perpétua, que não tem uma data de vencimento pré-estabelecida. 

Todas as características desse ativo devem estar descritas na sua escritura de emissão e é importante que o investidor a leia antes de comprar este título em sua corretora ou banco. 

Mas atenção: é bom que você saiba que as debêntures são menos negociadas que as ações. Ou seja: isso dá menos margem para entrada e saída do investimento.

Há um tipo de debênture que pode se converter em ações. É o caso das debêntures conversíveis. Ao fim de um certo prazo ou no vencimento da emissão, o debenturista passa a ser acionista da empresa. 

Quem pode emitir uma debênture? 

Ela não é para qualquer empresa. Podem emitir esses títulos empresas SA (sociedade por ações ou sociedade anônima) registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de capital fechado ou aberto.  

Para que serve a debênture? 

Empresas emitem debêntures para angariar capital de modo a financiar projetos de médio a longo prazo, como expansão, obras de infraestrutura, ou ainda para melhorar a saúde financeira da companhia, ampliando o capital de giro ou fazendo dívidas mais longas para pagar as que têm um vencimento próximo. 

Geralmente, as debêntures são mais baratas para as empresas do que empréstimos bancários ou demais tipos de financiamento tradicionais. 

Quais são os tipos de debêntures?

Existem alguns tipos de debêntures disponíveis no mercado. Conheça as principais opções:

Debêntures simples

É o modelo mais simples disponível. O funcionamento é parecido com um CDB. Ao comprar uma debênture simples, o investidor recebe um valor de volta com juros ao resgatar o título. A debênture simples prevê a cobrança de Imposto de Renda.

Debêntures conversíveis

Como o nome sugere, as debêntures conversíveis podem ser convertidas em ações da empresa depois de um determinazo prazo ou vencimento do título. Neste caso, o processo de conversão segue regras específicas e que variam de acordo com a empresa, valor do título e preço de emissão das ações.

Debêntures incentivadas

Também chamadas de debêntures de infraestrutura, elas recebem o nome por terem um incentivo fiscal. Elas são isentas de Imposto de Renda e geralmente são emitidas por empresas de infraestrutura no Brasil, que recebem incentivos e repassam aos investidores. É uma maneira de o governo incentivar obras. 

Debêntures permutáveis

Com as debêntures permutáveis o investidor pode escolher, ao resgatar o título, receber o valor com juros aplicados ou uma permuta de ações da própria empresa emissora ou de outras companhias. As condições são definidas na escritura de emissão do papel. 

Quanto rende uma debênture 

A remuneração de uma debênture muda caso a caso. Ela pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. 

Na debênture prefixada, a remuneração é fixa e conhecida na hora da aplicação. Na pós-fixada, a rentabilidade da debênture acompanha índices variáveis como o CDI ou o IPCA. Já a híbrida combina juros fixos definidos e índices variáveis. 

Quanto custa uma debênture?

O preço de uma debênture varia de acordo com o emissor, mas geralmente segue o valor padrão de R$ 1.000 no lançamento.  

No mercado secundário, o preço varia de acordo com a demanda, o prazo para vencimento e a remuneração do papel, além de fatores macroeconômicos, como a curva de juros, que é a precificação das apostas do mercado quanto à Selic.  

Como o mercado de debêntures não tem tanta liquidez como o de ações, o investidor pode encontrar dificuldade para vender este papel antes de seu vencimento. Pode ter que cobrar menos do que ele vale. 

É seguro investir em debêntures?

As debêntures podem ou não ter garantias. As emissões com garantia podem ser do tipo real ou flutuante. 

A garantia real compromete bens ou direitos da empresa que não poderão ser negociados sem a aprovação dos debenturistas em eventual caso de falência ou recuperação judicial, para que a garantia não fique comprometida. 

Já a garantia flutuante dá ao debenturista preferência sobre os ativos da emissora, mas não impede que os bens desse ativo sejam negociados. 

Emissões sem garantia são quirografárias (debênture sem privilégio) ou subordinadas. Ambas não dão garantia no caso de falência do emissor do título. A diferença está na ordem de um eventual recebimento em caso de liquidação da companhia, com as quirografárias na frente das subordinadas. 

Quando e como resgatar o dinheiro

Em média, o resgate de uma debênture pode ser feito a partir de três anos do investimento, pela própria plataforma da corretora ou instituição financeira.

Os títulos estão expostos a marcação a mercado, ou seja, o resgate antecipado pode gerar prejuízos dependendo das condições do momento. Neste caso, a venda da debênture é realizada no mercado secundário. O ideal, portanto, é aguardar o vencimento do título para fazer o resgate.

Atualmente as debêntures contam com um sistema de preços divulgado diariamente pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que ajuda investidores a entenderem os valores praticados no mercado secundário.

Explore mais termos
Swiper Anterior
Swiper Próximo

Direto ao Ponto Home broker

Home broker (HB) é uma plataforma digital que liga investidores à Bolsa de Valores, negociando títulos mobiliários. É pelo home broker que você tem acesso ao pregão eletrônico e pode fazer suas negociações de ações e outros ativos pela internet.…

Leia Mais Ir para: Home broker
Direto ao Ponto Credit default swap (CDS) ou Risco-país

CDS (credit default swap) é a troca de risco de crédito. O CDS é um contrato derivativo que funciona como um seguro para quem empresta dinheiro. Por levar em sua precificação o risco de inadimplência do tomador do empréstimo, o CDS é muito usado como termômetro para o risco de um país. …

Leia Mais Ir para: Credit default swap (CDS) ou Risco-país
Direto ao Ponto Joesley Day

Joesley Day foi o nome dado ao histórico pregão de 18 de maio de 2017, em que a Bolsa de Valores despencou e o dólar disparou sob impacto da delação do empresário Joesley Batista, então presidente do grupo JBS, uma das empresas do grupo J&F.…

Leia Mais Ir para: Joesley Day
Direto ao Ponto Bookbuilding 

Bookbuilding é o processo que determina o preço pelo qual uma ação é lançada no mercado via IPO (initial public offering). Os bancos que coordenam a oferta tomam como referência a demanda e o preço que os investidores institucionais estariam dispostos a pagar pelo ativo.…

Leia Mais Ir para: Bookbuilding 
Direto ao Ponto Direito de subscrição

Direito de subscrição é a preferência dada ao acionista para adquirir mais ações, quando uma empresa decide fazer uma nova captação (follow on).…

Leia Mais Ir para: Direito de subscrição
Direto ao Ponto Diversificação

Diversificar é ter uma boa quantidade de ativos em carteira. Mas quanto? Não há um número redondo, mas os especialistas em finanças pessoais falam em algo entre 10 e 15 ativos. …

Leia Mais Ir para: Diversificação

Você também pode gostar
Aluísio Alves Publicado em 19.fev.2024 às 16h42
Debêntures incentivadas: Rumo, Cteep e Raízen oferecem rentabilidades atrativas

Segundo o relatório mensal, os papéis oferecem rentabilidades de 1,4 ponto a 1,9 ponto percentual ao ano acima dos NTN-B de referência

Redação IF Publicado em 17.fev.2024 às 09h17
Unigel volta a sofrer pressão de credores e fica mais próxima da recuperação judicial

O pedido de execução foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) pela Vórtx, agente fiduciário das debêntures, na última quinta-feira, 15

Redação IF Publicado em 10.jan.2024 às 12h36
Lula sanciona lei que autoriza emissão de debêntures de infraestrutura

Lei cria uma nova modalidade de debêntures, as de infraestrutura. Desde 2011, já estavam em vigor as debêntures incentivadas. As duas modalidades funcionam com base em incentivos tributários

Daniel Navas Publicado em 30.dez.2023 às 06h00
Selic a 9% no fim de 2024: como montar uma carteira de investimento nesse cenário?

Especialistas apontam quais podem ser os produtos interessantes para diversificar as aplicações financeiras e garantir bom retorno com a taxa de juros abaixo de 10%

Clique e veja mais

Caso ainda não esteja recebendo nossas mensagens, cheque sua caixa de spam e permita o recebimento dos emails da Inteligência Financeira.

Continue acompanhando a gente aqui no nosso site, pelo seu e-mail e nas nossas redes sociais. Informação é investimento!

A partir de agora, enviaremos a você as últimas notícias e análises para orientar seus investimentos com inteligência. Não esqueça de checar se nossa mensagem de boas vindas caiu na sua caixa de "Spam" ou "Promoções". Se isso acontecer, transfira a mensagem para a sua caixa de "Entrada". Obrigada!
Caso ainda não esteja recebendo nossas mensagens, cheque sua caixa de spam e permita o recebimento dos emails da Inteligência Financeira.

Verifique se o e-mail com o vídeo caiu na caixa de "Spam" ou "Promoções". Se isso acontecer, transfira essa mensagem para a sua caixa de "Entrada".

< Voltar ao site