Quando a renda fixa se torna uma cilada?

A queridinha dos investidores pode não ser tão boa assim em algumas situações

CDBs, renda fixa, LCA, Tesouro Direto
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • Renda fixa também tem riscos e você deve pelo menos saber que eles existem
  • Lembre-se: o FGC é uma segurança a mais para sua carteira

Com o atual cenário de alta dos juros, os ativos de renda fixa voltaram a chamar atenção de muita gente. Mas, como todo investimento, ela também tem seus riscos. Em alguns momentos, o ativo queridinho do investidor pode se tornar uma cilada. Veja quatro situações em que isso pode acontecer:

1. Quando há mudança na inflação e nos juros

No ano passado, muitos investidores acabaram migrando para a renda fixa por conta da alta dos juros. O perigo, no entanto, está na elevação da Selic acima do valor contratado, fazendo com que o investidor perca dinheiro. “Também existe um risco nos títulos de renda fixa que pagam inflação mais um cupom (NTN-B que é o Tesouro IPCA+). Se a Selic descolar muito do IPCA (a diferença entre juros e inflação) a ponto do cupom ser menor do que esta diferença, o título também se torna menos interessante. Por isso a importância de se atentar a estas particularidades e à marcação a mercado“, ressalta Luciana Ikedo, assessora de investimentos e sócia no escritório RV4 Investimentos.

2. Quando você não respeita o prazo

Resgatar um título antes do vencimento pode te trazer prejuízos. “Se no momento do resgate o mercado estiver ofertando títulos com taxas menores do que as contratadas pelo investidor, a marcação a mercado será positiva e o título será vendido com ágio. Se, ao contrário, as taxas oferecidas no mercado estiverem maiores do que o título que o investidor quer liquidar, a marcação a mercado será negativa e o título será vendido com deságio”, explica Luciana. Portanto, melhor do que flertar com a sorte é respeitar o vencimento do título.

3. Quando você ignora o FGC

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada e sem fins lucrativos que protege aqueles que investem em instituições associadas a eles. Se a instituição quebrar, o FGC garante a devolução de até R$ 250 mil do valor investido. “O FGC é uma segurança a mais para o investidor, mas tem um valor limitado. Por isso, estar atento a este limite e observar o rating do emissor também é algo essencial para reduzir os riscos nesta modalidade de investimento”, alerta Luciana. 

4. Quando você não diversifica

A renda fixa pode se tornar uma cilada quando você não diversifica seus investimentos e aposta apenas nessa modalidade. Luciana ressalta: “A diversificação é essencial para reduzir riscos e maximizar os resultados. Ao não diversificar, ou ele ganha muito ou perde tudo. Se o investidor fizer a aposta certa ele poderá ter ganhos maiores. Mas atenção: se ele fizer a escolha errada, as perdas serão grandes. Não diversificar sempre aumentará o risco da carteira”. 


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