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Bitcoin é a primeira criptomoeda criada no mundo. Ele é baseado em uma rede descentralizada, chamada de blockchain, e não depende de nenhum banco para circular. Por outro lado, não é regulado pelo mercado financeiro. O bitcoin é uma moeda autônoma e, portanto, diversos fatores podem influenciar na valorização ou desvalorização.

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A lei da oferta e procura e acontecimentos econômicos são eventos que mexem com a cotação do bitcoin. Além disso, por ser ainda novo no mercado, o bitcoin é mais suscetível a oscilações. Só para você ter uma ideia, em um período de 12 meses, entre 2020 e 2021, o bitcoin valorizou 837%. No dia 20 de março de 2020, um bitcoin custava US$ 6.198,78. Um ano depois, ela bateu em US$ 58.126,10. Mas, assim como sobe como um foguete, a moeda digital também pode cair, como um foguete. 

Como foi criado o bitcoin? 

O bitcoin nasceu em 2008 depois de Satoshi Nakamoto – que não se sabe quem é, se é uma pessoa ou um grupo de pessoas, como você vai ver logo abaixo –  publicar um estudo sobre uma rede de blocos criptografada no fórum de discussão The Cryptography Mailing. O documento apresentava uma proposta de como funcionaria a moeda virtual. O objetivo era criar um meio de realizar transações monetárias peer to peer (p2p), ou seja, de pessoa para pessoa, de maneira segura e sem intermédio de nenhuma instituição financeira. Em paralelo, também surgia o blockchain, rede criada como parte da implementação da nova moeda. Em janeiro de 2009 aconteceu a primeira transação em bitcoin. 

Por que o mundo está olhando para o bitcoin? 

Os bitcoins em específico e as criptomoedas de um modo geral atraem investidores do mundo todo por uma série de razões. Os entusiastas veem as moedas digitais como um câmbio do futuro e estão correndo para comprá-las, acreditando que vão se tornar cada vez mais valiosas. Outros defensores gostam do blockchain, que é a tecnologia que envolve as criptomoedas. 

Moeda do futuro ou ouro de tolo? 

Os bitcoins e as outras criptomoedas podem aumentar de valor, mas muitos investidores as veem como mera especulação. Para que você lucre, alguém precisa pagar mais pela moeda e ela, de fato, não produz um bem em si, pelo menos não por enquanto. É o que no mercado é chamado de “teoria do mais tolo”, expressão amplamente usada nas Bolsas de Valores. Funciona assim: você pode ganhar dinheiro se comprar um ativo que está sobrevalorizado porque sempre haverá “alguém mais tolo” disposto a pagar mais. Para aqueles que veem as criptomoedas, como o bitcoin, como a moeda do futuro, deve-se observar que uma moeda precisa de estabilidade para que os comerciantes e consumidores possam determinar o que é um preço justo para as mercadorias. Bitcoin e outras criptomoedas não foram nada estáveis durante grande parte de sua história.  

Como comprar bitcoins? 

Para comprar bitcoins ou qualquer outra criptomoeda, você precisará abrir uma conta em uma exchange (corretora) e ter uma carteira digital (ou wallet, no jargão deste mercado), que é um aplicativo para armazenar sua moeda. A partir daí, você transfere seu dinheiro real (também chamado de moeda fiat) para comprar criptomoedas, como bitcoin ou ethereum ou qualquer outra. Há um número crescente de corretoras que oferecem criptomoedas, como a Binance, Foxbit, Mercado Bitcoin, entre outras.  

O golpe mais famoso no Brasil 

Um dos casos mais famosos no Brasil é o do empresário Cláudio Oliveira, conhecido como “Rei do bitcoin”, preso em Curitiba pela Polícia Federal em julho de 2021, suspeito de desviar R$ 1,5 bilhão de clientes. 

Seis curiosidades para você saber sobre os bitcoins: 

  1. Depois do bitcoin, outras criptomoedas foram criadas no mercado. Porém, a regulamentação desses ativos não existe, mas a moeda não é ilegal. Brasileiros podem comprar e vender bitcoins, e declarar os ganhos com o investimento. Países como Japão e Estados Unidos já estão mais avançados neste sentido, com definições legais sobre o tema. Por outro lado, a moeda se tornou ilegal em lugares como Bolívia e Equador.  
  1. Uma das mais famosas falhas do bitcoin aconteceu em 2010. No dia 15 de agosto, um hacker conseguiu criar 184 bilhões de bitcoins. O “bug” foi corrigido rapidamente e o sistema foi redefinido para a configuração anterior. Até hoje não se sabe quem foi o responsável pelo ataque, que colocou em risco a integridade e valorização da moeda que surgia na época.  
  1. A identidade do criador do bitcoin nunca foi revelada. Satoshi Nakamoto é apenas o pseudônimo usado pela pessoa ou grupo de pessoas que publicou o primeiro estudo sobre o assunto. Em 2015, Nakamoto foi até mesmo indicado ao Prêmio Nobel de economia, mas não foi o vencedor.  
  1. A primeira transação comercial de bitcoins foi feita no dia 22 de maio de 2010, para a compra de duas pizzas. Na época, um programador gastou 10 mil bitcoins na refeição — a moeda ainda não era valorizada. Anos depois, essa mesma transação valeria milhões. O dia ficou conhecido como “Bitcoin Pizza Day” e é celebrado todos os anos. 
  1. As criptomoedas de um modo geral enfrentam críticas por uma série de razões, incluindo seu uso para atividades ilegais, alta volatilidade e alguma vulnerabilidades da infraestrutura. No entanto, elas também foram elogiadas por sua portabilidade, divisibilidade, resistência à inflação e transparência. 
  1. A Comissão de Valores Mobiliários permitiu, em 2018, que fundos brasileiros fizessem investimentos indiretos em criptomoedas no exterior, comprando derivativos ou cotas de outros fundos. Essas carteiras são distribuídas por corretoras e plataformas de investimento para aplicações a partir de baixos valores. 

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