Criptomoedas

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Criptomoedas

Criptomoedas são moedas digitais que são criadas por criptografia e verificadas através de blockchain.

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A “fábrica” que produz as criptomoedas é a criptografia, daí seu caráter digital. Outro item importante neste universo é o blockchain, que é um método que verifica dados e, portanto, é auditável. A ideia principal do blockchain é ser uma espécie de selo de garantia: ele comprova que a moeda ali criada é autêntica, além de evitar qualquer tipo de fraude. É através dele, do blockchain, que o sistema faz a mineração (vamos falar mais sobre isso logo abaixo) de moedas digitais e ainda valida quem é o dono do ativo e sua movimentação. 

O contrário de moeda digital é a moeda fiat, que é o dinheiro oficial usado por um país e que é impresso, como o real, o dólar e o euro. 

A segurança é fator primordial nesse processo. Até porque, o mercado de criptomoeda não é regulado. Não existe um Banco Central ou uma Comissão de Valores ou qualquer órgão de governo que fiscalize as operações, por isso se diz que as criptomoedas são moedas descentralizadas.  

Além das criptomoedas, existem os tokens, que são criptomoedas que dependem de outras criptos como plataforma para operar. Os tokens são criados em blockchains que já existem.

As criptos 

Existem cerca de 4.000 criptomoedas. As mais negociadas, segundo o site de rastreamento de preços de criptos CoinMarketCap, são: 

  1. Bitcoin
  2. Ethereum
  3. Ripple
  4. Dogecoin
  5. Cardano
  6. Binance Coin
  7. Tether
  8. Solana
  9. Polkadot
  10. USD Coin

Já ouviu falar em mineração de criptomoedas? 

Para entender o que é a mineração de criptomoedas, vamos usar um exemplo que você já deve conhecer: o ouro. Até que ele vire um colar, o mineral passa por um longo processo. Primeiro, é preciso ter estudos topográficos que comprovem que na região de interesse há ouro. Só depois acontecem as perfurações do solo, a extração e o beneficiamento do material encontrado. Dali ele vai para o ourives, designers e, enfim, chega nas lojas. 

Com as criptomoedas, o processo é semelhante. Primeiro, um grupo de mineradores registra as moedas no blockchain. Esses mineradores, então, dão início ao trabalho de colocar seus computadores para rastrear as moedas digitais. Validado o bloco onde há criptos, o minerador precisa correr contra o tempo para ser o primeiro a solucionar um problema numérico. Em troca, recebem mais moedas, como taxa de transação. Tudo é feito a partir de algoritmos, em altíssima velocidade e que usam funções matemáticas e criptográficas, feitas por hardwares de mineração. 

Com máquinas funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, a mineração demanda um alto consumo de energia. Por isso muitos mineradores transferem sua produção para países onde este custo é mais baixo. Outro ponto importante é o clima: lugares frios ajudam a evitar o superaquecimento dos computadores, que precisam ser resfriados o tempo todo. Por isso países que tenham regiões com temperaturas mais baixas como Rússia e Estados Unidos são bastante procurados pelos mineradores. 

O que são as wallets (carteiras)? 

wallet (carteira) é como o nome dado ao local onde se deixam as criptomoedas. São como carteiras de dinheiro, com uma vantagem: as moedas digitais ficam ali guardadas para que não sejam perdidas no mundo da internet, nem roubadas. Cada wallet tem uma senha e só com esta senha é que a pessoa que investe consegue usar suas moedas. Toda operação feita fica registrada no blockchain. Caso você decida deixar suas criptos na corretora, não precisará se preocupar em ter uma wallet. Mas veja: as wallets foram criadas para dar ainda mais segurança ao sistema e para que, de uma certa forma, você consiga controlar seu próprio investimento. 

O que as criptomoedas compram? 

Apesar de não existirem fisicamente, algumas criptomoedas já começam a ser aceitas como meio de pagamento, e não apenas como modo de investimento. Mas não são todas. Mais especificamente, as bitcoins são as queridinhas do comércio e do setor de serviços. Louco, né? Até que nem tanto. Na história da economia mundial, podemos observar que os meios de pagamentos vão mudando. Foi assim que a humanidade foi deixando de lado sementes de cacau e outras commodities alimentícias, dentes de baleia, tecidos, passando até por escravos, e chegando aos metais, altamente valorizados pela dificuldade de aquisição, facilidade de transporte e por serem aceitos em diversas regiões (diferentemente de uma pele de urso, por exemplo, muito útil no Canadá, mas não no México). 

Assim, cada vez menos vemos a circulação de papel moeda, que vem sendo substituído por cartões de plástico e transações virtuais e assiste à chegada das criptomoedas. Há alguns exemplos recentes de empresas que já aceitam as criptos como forma de pagamento, como a Dell e a Microsoft. No Brasil, elas são aceitas desde galerias de arte (QAZ, em São Paulo, capital) a estúdios de tatuagem (Wayne Tattoo, também na capital paulista). Na Las Magrelas, em Pinheiros (bairro de São Paulo) você consegue pagar o conserto da sua bicicleta abrindo sua wallet. Já em Brasília, o Nobile Plaza troca uma noite bem dormida por bitcoins também. E em 2018, a marca Reserva passou a aceitar a moeda nas compras online.  

O que são as exchanges?

Exchange é a plataforma digital onde você consegue comprar e vender suas criptomoedas e tokens. São corretoras, mais especificamente, mas que operam unicamente criptomoedas. São elas que fazem a custódia dos ativos digitais, antes de você colocar as moedas em sua wallet. Você pode comprar e vender as moedas para outro investidor ou investidora? Sim, essa modalidade até tem nome: pair to pair (ou p2p), mas neste caso é impossível ter certeza da origem dos recursos, e isso pode dar algum problema futuro.  

Para evitar este tipo de risco, as exchanges surgiram no mercado, num modelo muito parecido aos das corretoras de valores tradicionais. Elas cobram taxas pela intermediação e liquidez, além de impostos.  

Portanto, para começar a investir em criptomoedas, é preciso abrir uma conta em uma exchange (o que, geralmente, é gratuito) e fazer a transferência do seu dinheiro para lá. Você, então, escolhe a moeda que deseja e faz a ordem de compra, que pode ter definição de quantidade e preço – e aí, quando o mercado atinge o que você determinou, a negociação é executada. 

Tudo é bem simples, mas atenção: este é um mercado que oscila muito, tanto para cima quanto para baixo. A recomendação dos especialistas é que você deva começar com calma, com pouco dinheiro, nada muito acima de 5% do que você tem disponível do seu portfólio de investimentos. 

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