Itaú BBA traça cenário otimista para os fundos imobiliários

Instituição espera que os FIIs continuem tendo uma boa relação risco retorno

Aluguel ou fundos imobiliários
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • As transações que aconteceram no mercado de lajes corporativas foram destaques em maio

Maio foi bastante movimentado para o mercado de fundos imobiliários, mas entre altos e baixos, o Ifix (Índice de Fundos Imobiliários) fechou o período com ganhos de 0,26%. Também no campo positivo, porém com um melhor desempenho, a carteira recomendada do Itaú Unibanco subiu 1,05%, ampliando sua vantagem em relação ao índice no ano: no acumulado de 2022 o Ifix sobe 0,56%, enquanto o portfólio da instituição sobe 1,63%.

Revisão da inflação do ano

A área Macro do Itaú fez uma nova revisão de cenário para o IPCA 2022: “revisamos novamente a projeção para o IPCA 2022, de 7,5% para 8,5%, refletindo preços administrados mais elevados (gasolina e energia elétrica) e desinflação mais lenta de bens no segundo semestre do ano”. A projeção para 2023 também foi elevada, mas de forma marginal, de 3,7% para 4,2%.

Qual é a projeção para a Selic?

Já para a taxa Selic, a projeção foi mantida, ou seja, a área Macro prevê os juros básicos brasileiros em 13,75% até o final de 2022, com cortes para 8,75% ao final de 2023, começando no segundo trimestre.

Fundos imobiliários: investimento para o longo prazo

As transações que aconteceram no mercado de lajes corporativas foram destaques em maio. A Brookfield desembolsou R$ 6 bilhões por 80% do portfólio da BR Properties, enquanto na transação da Infiniy Tower, o grupo comprador pagou mais de R$ 39 mil/m². Em vista desses valores, não há dúvidas: existem oportunidades nos FIIs listados e o mercado imobiliário é um investimento para o longo prazo. A dinâmica inflacionária e o ciclo de aperto monetário ainda sugerem maior exposição aos fundos de ativos financeiros.

Qual é a perspectiva para os fundos imobiliários?

O Itaú BBA mantém a perspectiva otimista para o mercado imobiliário no médio e longo prazos. Mesmo considerando a alta na taxa de juros nos próximos meses, a instituição espera que os fundos imobiliários continuem sendo uma boa relação risco retorno, versus outras classes de ativos. No entanto, incertezas em relação ao cenário político, além dos riscos fiscais brasileiros, podem trazer volatilidade no curto prazo. Precisamos acompanhar de perto o movimento na curva longa de juros, mas, de forma geral, a situação econômica deve ser analisada em paralelo, pois uma alta de juros e inflação, acompanhada de uma economia forte, pode ser benéfica aos FIIs.

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