Como Louise Barsi investe – e as lições para você começar negociando na bolsa sem medo

Saiba quais são os cinco setores indicados pela investidora para dar os primeiros passos

Louise Barsi, filha de Luiz Barsi Filho, o maior investidor individual da bolsa de valores brasileira, segue o caminho do pai e tem uma carteira diversificada em ações. “Chamo de investimento tudo aquilo que multiplica o capital. Tenho uma reserva que fica na renda fixa, mas eu diria que praticamente 100% dos meus investimentos estão em ações no Brasil”, ressaltou a investidora em sua palestra no ANBIMA Summit 2023, que aconteceu nesta semana, em São Paulo.

Como começar a investir em ações?

Louise falou sobre o primeiro passo (e um dos mais importantes) para quem, assim como ela, quer se tornar sócio de empresas dos mais diversos setores: conhecer o seu perfil de investidor. “É fundamental ter pé no chão e entender a fase em que está vivendo antes de alocar seu capital”, disse.

Com base nisso, a investidora defende a divisão dos investimentos em três “caixinhas”.  “A de curto prazo é a reserva de emergência. Ela precisa estar em um produto tradicional, de baixo custo e alta liquidez. Como um CDB ou Tesouro Direto”, explicou. Já a de médio prazo também fica na renda fixa, mas em produtos um pouco mais arrojados, como as LCIs e LCAs. Geralmente esses ativos têm um tempo de carência maior, mas também trazem mais rentabilidade.  

A terceira caixinha, de longo prazo, é a da renda variável — no caso de Louise, ações. “Geralmente quando você mais precisa de recurso, é quando a bolsa está em queda. Por isso esse é um dinheiro de longo prazo”, explica a investidora. 

Qual é a hora certa para entrar na bolsa? 

Na visão de Louise, sempre é momento para entrar na bolsa. “O ruído político vai acontecer, assim como um mau humor do mercado. O que você precisa se perguntar é: está certo da sua decisão e preparado psicologicamente para essas oscilações? Falo que o mercado de ações é o único que quando entra em promoção, as pessoas fogem”.

O segredo, segundo ela, é mudar a lógica. “Significa parar de pensar na flutuação e focar na meta de quantidade de ações. O dividendo é pago pela quantidade de papéis. Por isso, quanto mais barato você pagar por ações de qualidade, melhor será sua performance”. 

Como começar a investir em ações?

Louise deu a dica para quem quer começar na bolsa. “O primeiro passo é filtrar o que você não quer na sua carteira. Depois, eu diria para considerar cinco setores que geralmente reúnem características essenciais para um bom investimento: bancos, energia, seguros, saneamento e telecomunicações. São empresas que conseguem repassar preço mais facilmente e têm uma certa previsibilidade de fluxo de caixa”.  

Segundo Louise, esses são investimentos para no mínimo 10 anos. “Não há garantia que essas empresas vão sobreviver, mas são setores que mantiveram constância no passado, com grandes chances de continuar assim no futuro”.