Confisco da poupança em 1990: você conhece essa história?

No governo Collor, milhões de brasileiros não puderam mais movimentar o dinheiro que haviam poupado. Saiba mais no Aprenda em 1 Minuto

A poupança virou o patinho feio dos investimentos, mas ela já foi protagonista de um dos episódios econômicos mais traumáticos da história: o confisco de 1990.

No dia sete de março de 1990, o governo federal anunciou o Plano Collor, que era uma série de medidas para tentar controlar a inflação. Spoiler: não deu certo.

Brasileiros não podiam movimentar seu dinheiro por conta do confisco da poupança

Uma das medidas foi o congelamento de 80% de todos os depósitos das contas correntes e cadernetas de poupança que tivessem mais de 50 mil cruzeiros, o que dá mais ou menos R$ 8 mil. De repente, milhões de pessoas não podiam mais mexer no dinheiro que estava guardado.

Foi um caos. As pessoas cancelaram viagens, adiaram a compra de imóveis. Ficou todo mundo sem grana. O pouco que sobrou, o pessoal usou para fazer compras básicas.

Quem diria que a poupança, tão desprestigiada hoje, podia causar tanta confusão?

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A caderneta de poupança é o investimento mais queridinho e popular dos brasileiros. Mas também é o vilão dos rendimentos. Afinal de contas, quem é essa tal de caderneta de poupança? Criada em 1861 pelo imperador Dom Pedro II na Caixa Econômica Federal, a poupança surgiu para que as pessoas tivessem acesso a uma opção de investimento seguro, acessível e para diversos perfis. Mesmo após 161 anos, ela segue invicta como a queridinha dos brasileiros. Porém, também figura como uma das piores opções para quem quer investir. E para se aprofundar mais nas atuais contradições da poupança como investimento, Anne Dias, editora da IF, conversa com Sandra Blanco, estrategista-chefe da Órama Investimentos.

Milionários deixam R$ 52 bilhões na poupança; você não deve fazer o mesmo

Acredite você ou não, mas a caderneta de poupança ainda é uma das principais opções de investimento de gente rica, muito rica. Hoje, 24 mil contas de poupança tem saldo superior a R$ 1 milhão, segundo dados de abril divulgados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) . No total, são quase R$ 52 bilhões, ou R$ 2,2 milhões por conta.

Os juros da poupança estão em 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano) mais a variação da Taxa Referencial (TR), que ficou zerada por anos. Já a Selic  está em 12,75% e deve mudar nesta quarta-feira (15), quando haverá uma nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)  do Banco Central.


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