10 ações recomendadas por especialistas para investir em abril

Veja os papéis destacados por gestoras e casas de análises para o mês

Quais são as ações que podem entrar no seu radar para investir em abril? A Inteligência Financeira fez um levantamento e destaca os 10 papéis que entraram ou ganharam força nas carteiras de recomendações de gestoras e casas de análises para investir nos próximos 30 dias. Veja a seguir:

B3 (B3SA3)

“Com as ações caindo [cerca de] 20% no acumulado do ano e com o sentimento de baixa em relação às ações brasileiras muito próximo de seu pico, acreditamos que a recompensa de risco de possuir ações da B3 agora está voltada para cima.

Sim, os volumes em março decepcionaram, mas o primeiro trimestre ainda deve ser decente no geral.

E dada a sua diversificação aprimorada após várias fusões e aquisições e um forte balanço/geração de capital, também acreditamos que seja mais ‘defensivo’ do que outras histórias de crescimento.

Caso o sentimento melhore um pouco, o potencial de alta pode ser bem grande. Com isso, estamos adicionando a B3 ao nosso portfólio neste mês.” (BTG Pactual)

Itaúsa (ITSA4)

“A recomendação de compra para as ações da Itaúsa (ITSA4) é justificada por um desconto superior a 30% no índice P/L projetado para 2023, em relação à média histórica.

Acreditamos que daqui em diante a empresa siga três estratégias principais:

  • Vender participação na XP para suportar a amortização da dívida;
  • Aumentar a posição de caixa para potenciais aquisições (exemplo investimento na CCR);
  • Eventuais oportunidades de eficiência fiscal.

No médio prazo, o dividendo das empresas investidas no segmento não financeiro crescerá, o que pode aumentar o percentual de lucro distribuído da Itaúsa, já que a holding não deve reter dividendos e caixa.

No entanto, no curto prazo, como a Itaúsa e suas investidas estão atualmente alavancadas, os dividendos devem continuar de acordo com a exigência estatutária (25% do lucro líquido).

Ainda assim, a empresa acredita que será capaz de trazer seu índice de pagamento de volta aos níveis históricos de 35 a 40% do lucro líquido nos próximos anos, uma vez que os pagamentos de dividendos atingiram níveis mínimos, em reflexo ao processo de desalavancagem das empresas investidas.” (Ágora Investimentos)

Multiplan (MULT3)

“A boa execução operacional tem permitido a entrega de fortes resultados mesmo diante de um cenário mais lento de consumo.

A boa seleção de lojas no seu portfólio de shoppings, com mais de 1/3 da área bruta locável exposta aos setores de alimentação e serviços, tem contribuído para maior resiliência das vendas.

Combinado a isso, a companhia ainda mostra disciplina financeira, com ganho de rentabilidade, liquidez elevada e geração de caixa operacional expressiva, o que tem permitido a manutenção da distribuição de dividendos e um payout em torno de 70%.” (BB Investimentos)

Santos Brasil (STBP3)

“Após a Santos Brasil, empresa brasileira de operação de contêineres e logística, ter divulgado seus números do quarto trimestre, optamos por atualizar nosso modelo da companhia e manter nossa recomendação de ‘compra’ para STBP3.

A empresa anunciou um novo acordo comercial com a Maersk, que deve incluir um ajuste de preços substancial, fator que gerará volatilidade no preço da ação (no começo do mês).

Nossa indicação de compra é sustentada por um mercado que ainda não precifica adequadamente o bom desempenho operacional da empresa no médio prazo, independentemente do ajuste da Maersk; a desaceleração de volumes que não afeta significativamente a empresa; estimativa de um rendimento de dividendos de 6% para STBP3 em 2023, assumindo um ajuste de preço de 30% para a Maersk e volumes estáveis; e a ação que está sendo negociada a um atrativo e descontado múltiplo de 7,6 vezes o valor da empresa em relação ao resultado operacional (EV/Ebitda).” (Itaú BBA)

Minerva (BEEF3)

“As ações da Minerva (BEEF3) entram na carteira uma vez que a empresa deve se beneficiar com o fim do embargo de exportações de carne bovina para a China, após caso isolado de vaca louca.

Além disso, somos otimistas com o momento que a Minerva vem atravessando, com o ciclo do boi, no Brasil, ‘virando’ de forma favorável, ou seja, com o custo do boi vivo tendendo a diminuir, na medida que à disponibilidade de gado aumenta gradativamente, o que deve trazer alívio na sua margem bruta, elevando a sua capacidade de geração de caixa.” (Ativa Investimentos)

Equatorial (EQTL3)

“A Equatorial Energia (EQTL3) foi fundada em 1999 e é o 3º maior grupo de distribuição do país em número de clientes. Atualmente a companhia opera seis concessionárias, nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul e Amapá.

A companhia já possui todas as linhas de transmissão em plena operação, além de ter adicionado saneamento em seu portfólio como uma boa maneira de diversificar a receita através de um ativo de baixo risco.” (PagBank)

Telefônica Brasil (VIVT3)

“Optamos pela entrada da Telefônica Brasil (VIVT3) na carteira que é uma ação defensiva e boa pagadora de dividendos.

A companhia teve seus resultados afetados pelos compromissos advindos dos ativos da Oi, mas esta pressão financeira deverá ser diluída nos próximos períodos.

Em 2022, a receita líquida cresceu 9,1% somando R$ 48,0 bilhões e o EBITDA avançou 7,0% totalizando R$ 19,3 bilhões. O lucro líquido do ano caiu de R$ 5,2 bilhões em 2021 para R$ 4,1 bilhões.” (Planner)

RaiaDrogasil (RADL3)

“Em um cenário de forte pressão sobre a renda do consumidor, papéis do setor de varejo menos cíclico e com parcial proteção contra a inflação, por ocasião do reajuste anual do preço dos medicamentos, destacam-se.

A escolha por RaiaDrogasil leva em consideração as boas perspectivas em decorrência de uma execução diferenciada, combinada com forte expansão física e manutenção de margens robustas, além da expectativa de ganho de alavancagem operacional ao longo dos próximos trimestres.” (BB Investimentos)

CSN Mineração (CMIN3)

“Os resultados do quarto trimestre da CSN Mineração (CMIN3) ficaram acima das expectativas, devido a custos abaixo do esperado e preços de venda melhores do que o esperado.

Olhando para o futuro, a reabertura da China deve manter os preços do minério de ferro em patamares elevados ao longo de todo o 1S23 (pelo menos), apoiados por uma recuperação na demanda por aço, enquanto a oferta da commodity está sazonalmente fraca.

Nesse ambiente, projetamos um ligeiro aumento anual nos volumes de minério de ferro exportados pela CSN Mineração (passando a 37 milhões de toneladas em 2023 contra 34 milhões em 2022), enquanto os custos totais devem continuar caindo, em função de fretes mais baixos, além de uma melhor diluição de custos fixos e custos de energia menores.

Como resultado, esperamos que a CSN Mineração gere algo perto de R$ 7,5 bilhões de EBITDA em 2023, com saudável conversão de caixa de R$ 2,6 bilhões – já assumindo R$ 2,5 bilhões em investimentos – e prevemos que R$ 3,6 bilhões serão pagos em dividendos.

Atualmente, CMIN3 negocia com um múltiplo EV/EBITDA para 2023 substancialmente abaixo dos níveis justos para o setor nesse ponto do ciclo (3,6x).” (Ágora Investimentos)

Berkshire Hathaway (BERK34)

“A Berkshire Hathaway é uma holding proprietária de diversos setores de negócios, com destaques para sua operação em seguros, energia, ferrovias, setor financeiro e consumo não discricionário.

As principais posições da holding são:

  • Apple (38,9%);
  • Bank of America (11,2%);
  • Chevron (9,8%);
  • Coca-Cola (8,5%);
  • American Express (7,5%).

Destacamos a sólida performance das ações da Berkshire Hathway, com um retorno acumulado anual (entre 1965-2022) de 19,8%, em comparação a performance de 9,9% do S&P 500, um alpha de 9,9 p.p.

No acumulado, desde a sua fundação, a performance foi de 3.787.464%, em comparação a 24.708% do S&P 500, nos deixando otimistas com a tese de investimento na holding em um cenário atual de maior incerteza global.” (BTG Pactual)

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