O que significam as siglas FIC, FIM e FIA dos fundos de investimentos?

Spoiler: elas te ajudam a identificar o investimento
Pontos-chave:
  • Fique atento aos riscos que você estará exposto, como o da volatilidade das ações e do câmbio
  • Lembre-se: os fundos de investimentos não são cobertos pelo FGC

Quem investe vai acabar esbarrando nelas: as siglas dos fundos de investimentos. As abreviações parecem estranhas, mas é importante que você fique ligado porque elas dão ao investidor informações importantes sobre um ativo.

A Inteligência Financeira te mostra três siglas importantes para você identificar o tipo de fundo de investimento de forma rápida. Veja quais são essas siglas dos fundos logo abaixo:

FIC: Fundos de Investimento em Cotas

FIC é a sigla para Fundos de Investimento em Cotas, também conhecidos como FOF, do Inglês Funds of Funds, ou ainda fundo dos fundos. Esse tipo de fundo não tem seus recursos investidos diretamente em ações ou imóveis, mas na compra de cotas de outros fundos.

Como o gestor de um FIC obrigatoriamente aloca no mínimo 95% do patrimônio líquido do fundo em cotas de outros fundos, o cotista pode diversificar a carteira em uma série de ativos.

FICs de Fundos Master

A indústria tem ainda os FICs que investem em Fundos Master. Imagine que nós temos um restaurante chamado IF Master, mas você não pode investir diretamente nele.

Esse restaurante tem várias franquias de diferentes tamanhos chamadas de IF1, IF2, IF3. Assim, todo o dinheiro que entra nessas franquias é transferido para a IF Master, que administra o patrimônio dos cotistas.

Então, é isso o que pode acontecer com os FICs. Eles compram cotas de fundos Master da mesma instituição, de mesmo nome, que irão gerir todo o patrimônio.

FIC FIM: Fundos de Investimento Multimercado

Além de comprar cotas de um Fundo Master, os FIC podem ter cotas de fundos de diferentes segmentos – então somamos duas siglas, FIC + Sigla do fundo que tem suas cotas compradas.

FIM é a sigla para Fundos de Investimento Multimercado, produto que pode investir em renda variável, renda fixa, câmbio.

Igor Cavaca, gestor da Warren Asset, explica que houve um aumento expressivo de fluxo para as classes multimercado e de ações durante a queda da taxa de juros a partir da crise de Covid-19.

“Esse movimento ocorreu na busca do investidor por retornos mais atraentes em um ambiente de taxa real negativa. No entanto, esse movimento vem sendo revertido com o aumento dos juros pelo Banco Central”, afirma.

FIC FIA: Fundos de Investimento em Ações

Da mesma forma, as siglas de fundos FIC FIA indicam compras de cotas apenas de Fundos de Investimento em Ações.

Leia a seguir

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Estes fundos, obrigatoriamente, concentram ao menos 67% do patrimônio para compras no mercado de ações. Além disso, 95% dos recursos dos FIC FIA são voltados para a compra de cotas de fundo de ações e BDRs.

Vantagens e riscos

Os FICs têm a vantagem da diversificação da carteira, e fundos que investem em Fundos Master podem lidar com um mesmo gestor ou gestores diferentes, enriquecendo as estratégias.

Mesmo aplicando pouco capital, você pode aproveitar os resultados de vários ativos da carteira.

Porém, Igor Cavaca explica que, embora existam mais camadas entre o cotista e o investimento que o fundo faz, o investidor fica exposto a vários riscos diferentes, como o de crédito, o da volatilidade das ações e do câmbio.

Contudo, vale lembrar que fundos de investimentos não são cobertos pelo FGC, embora tenham seu patrimônio relativamente protegido devido ao isolamento do seu patrimônio em um CNPJ separado do patrimônio da corretora ou banco.

Assim, as regras criadas pela Anbima, como criação de subclasses adicionais para cada tipo de ativo, aumentam o grau de transparência e reforçam a segurança nesse tipo de investimento.

O que é o FGC?

O Fundo Garantir de Créditos (FGC) é peça fundamental na indústria de investimentos. Ele garante que, em caso de falência de uma instituição financeira, cada investidor (ou cada CPF) tenha direito a receber suas aplicações de volta, no limite de até R$ 250 mil por instituição. O diretor executivo do FGC, Daniel Lima, conversou com a Inteligência Financeira sobre o funcionamento do FGC, confira abaixo: