Datafolha: 55% dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum, contra 35% de Lula

Pesquisa mostra também que 47% dos eleitores reprovam o atual governo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa do instituto Datafolha divulgada na quinta-feira (23) pelo site do jornal “Folha de S. Paulo” mediu a rejeição entre os presidenciáveis: o levantamento aponta que 55% não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro (PL) para presidente da República; a rejeição a Lula (PT) é de 35%.

No levantamento anterior, o presidente tinha 54% de rejeição e o ex-presidente, 33%. Os dois oscilaram para cima dentro da margem de erro.

Os grupos que mais rejeitam Bolsonaro são os desempregados (66%), pretos (63%), nordestinos (62%), estudantes (62%), mulheres (61%), católicos (61%), jovens (60%) e os mais pobres (60%).

A maior rejeição a Lula ocorre entre empresários (61%), mais ricos (57% entre quem ganha de 5 a 10 mínimos e 52% entre quem tem renda acima de 10 mínimos), pessoas com nível superior (46%), evangélicos (46%), espíritas (46%), moradores do Centro-Oeste (43%) e homens (41%).

A pesquisa ouviu 2.556 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de junho em 181 cidades brasileiras. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Avaliação do governo

A sondagem mostrou ainda que 47% dos entrevistados consideram o governo de Jair Bolsonaro ruim ou péssimo. Na pesquisa anterior, em março, o índice de reprovação era de 48%. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2% para mais ou para menos. Já 26% aprovam a gestão.

Veja os resultados:

  • Ótimo/bom: 26% (25% no levantamento de maio, 25% em março; 22% em dezembro)
  • Regular: 26% (27% no levantamento de maio; 28% em março; 24% em dezembro)
  • Ruim/péssimo: 47% (48% no levantamento de maio; 46% em março; 53% em dezembro)
  • Não sabe: 1% (1% no levantamento de maio, 1% em março; 1% em dezembro)

Reprovam mais o governo atual os nordestinos, as mulheres e os mais pobres.

Com conteúdo do portal g1


Você também pode gostar
JOTA Publicado em 29.jun.2022 às 15h24
Relator da PEC 16 propõe estado de emergência e aumento de benefícios sociais

De acordo com o senador Fernando Bezerra, os efeitos da emergência só valerão para medidas propostas com impacto de R$ 38 bi