Ibovespa tem quinto pregão consecutivo de queda, puxado por siderúrgicas; dólar tem nova alta

Empresas ligadas às commodities metálicas sofreram com incertezas sobre crescimento mundial

A B3, Bolsa de Valores brasileira (Foto: Divulgação)

A Bolsa de Valores brasileira B3 teve o quinto pregão consecutivo de queda, pressionada novamente pela correção de ativos ligados às commodities metálicas. As empresas ligadas às commodities metálicas voltaram a liderar as quedas do dia, conforme as incertezas do cenário externo se destacam em relação ao ambiente doméstico.

O Ibovespa, principal índice acionário local, terminou o pregão em baixa de 1,18%, aos 107.093,71 pontos. Entre as maiores altas, Hapvida ON ganhou 2,98%, SulAmérica units avançou 2,69% e CCR ON teve alta de 2,24%. Entre as maiores quedas, CSN ON tombou 6,65%, Magazine Luiza ON recuou 6,52% e Azul PN perdeu 5,34%.

Globalmente, investidores seguem preocupados com o avanço da inflação e na consequente escalada dos juros. O Banco Central Europeu (BCE) manteve hoje as taxas referenciais de juros da zona do euro, com a taxa de depósito, de refinanciamento e de empréstimo permanecendo inalteradas em -0,5%, 0%, e 0,25%, respectivamente.

No Brasil, agentes analisaram a inflação medida pelo IPCA, que foi de 0,47% em maio, após alta de 1,06% em abril. De janeiro a maio, houve aumento de 4,78%. A taxa de maio de 2022 ficou abaixo da mediana das projeções de 40 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data, de uma expansão de 0,59%. O resultado ficou dentro do intervalo das projeções, que ia de 0,40% a 0,75%.

Dólar

Apesar da volatilidade que marcou a maior parte da sessão, o dólar encerrou o dia com ganho de 0,55%, a R$ 4,9162. O movimento refletiu o fortalecimento da moeda americana frente às principais divisas globais, enquanto os agentes de mercado lá fora avaliavam a decisão do Banco Central Europeu (BCE) divulgada no iníco do dia.

O alívio na inflação foi recebido como boa notícia por vários participantes do mercado — que por meses foram surpreendidos com avanços mais fortes que o esperado nos preços ao consumidor, que tendem a prejudicar o poder de compra da população.

Por outro lado, a leitura de maio reforça a perspectiva de que o Banco Central poderá encerrará seu ciclo de aperto de juros neste mês.

No cenário político, o foco segue nas discussões sobre a proposta apresentada pelo governo para tentar baixar os preços dos combustíveis, em meio às preocupações dos impactos fiscais da medida e dúvidas sobre a reversão da alta dos preços da gasolina e do diesel nas bombas diante de um cenários de preços internacionais do petróleo em alta e câmbio mais pressionado.

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