Lucro da Vale cai 19,6%, para US$ 4,458 bi, em linha com expectativa do mercado

Receita líquida de vendas, de US$ 10,812 bilhões, ficou abaixo da estimativa média de US$ 11,416 bilhões

(Foto: Janaina Duarte/Divulgação Vale)

O lucro líquido da Vale somou US$ 4,458 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 19,6% frente a igual período do ano passado. O resultado ficou em linha com a estimativa média de US$ 4,439 bilhões compilada pelo Valor junto a quatro instituições financeiras.

A receita líquida de vendas, de US$ 10,812 bilhões, ficou abaixo da estimativa média de US$ 11,416 bilhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, na sigla em inglês) ficou em US$ 6,374 bilhões, contra uma projeção média de US$ 6,475 bilhões dos analistas ouvidos.

A Vale ressaltou, no balanço do primeiro trimestre, que as principais razões para a queda de 24,1% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2022, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, foram a sazonalidade já esperada do EBITDA e os maiores resultados financeiros do período outubro-dezembro de 2021. Entre janeiro e março, a Vale lucrou R$ 23,046 bilhões, contra R$ 30,366 bilhões no quarto trimestre de 2021.

A empresa informou ainda que essas diferenças foram parcialmente compensadas pelo impacto positivo de R$ 5,6 bilhões do contrato vinculante para venda das operações de minério de ferro e manganês do Centro-Oeste e pelas provisões para descaracterização de barragens e Fundação Renova registradas no quarto trimestre do ano passado.

A empresa investiu no primeiro trimestre US$ 1,1 bilhão em projetos de crescimento e manutenção, US$ 615 milhões abaixo do quarto trimestre, devido a maior intensidade dos projetos durante a estação mais seca no fim do ano.

A dívida líquida expandida aumentou para US$ 19,4 bilhões devido, principalmente ao efeito da valorização do real sobre os compromissos denominados em moeda local, parcialmente compensado pelos ganhos de marcação a mercado nas posições de hedge cambial.

A companhia informou que o conselho de administração aprovou uma mudança na “alavancagem ótima”, que passou de US$ 15 bilhões para um intervalo entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, sob o conceito de dívida líquida expandida.

“Essa decisão reflete a gestão proativa do passivo realizado nos últimos meses sem amortizações financeiras relevantes até 2024, um aumento sustentável em nossa capacidade de produção e uma gestão de custos e investimentos muito disciplinada”, disse a empresa.

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