IF HOJE: IGP-M, a inflação do aluguel, fica em 17,78% em 2021

O mercado espera um IGP-M de 0,65% em dezembro ante novembro, quando o índice ficou em 0,02%

Bomba de Gasolina enchendo tanque de carro
Foto: James Brey/Getty Images)

A FGV (Fundação Getulio Vargas) informou na manhã desta quarta-feira (29) que o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) ficou em 0,87% em dezembro, totalizando 17,78% no ano. O indicador, conhecido como “inflação do aluguel” por ser utilizado na correção de contratos, mede a variação dos preços de commodities e o efeito do câmbio na inflação. Geralmente, a alta do índice é maior que a do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que considera uma cesta com mais produtos de varejo.

O mercado esperava um IGP-M de 0,65% em dezembro ante novembro, quando o índice ficou em 0,02%. A extrapolação das expectativas deve fazer o mercado financeiro aumentar suas apostas em maiores altas de juros em 2022.

Por que importa?

Apesar de não ser o índice mais utilizado para medir a inflação no Brasil, o IGP-M é relevante para a indústria, pois mensura o aumento de custos de produção. Além disso, seus componentes indicam o caminho que a inflação ao consumidor está trilhando, dando uma ideia de qual será o IPCA.

Como afeta seus investimentos?

Com maiores apostas em alta de juros, os ativos de renda fixa são beneficiados, enquanto a renda variável fica menos atraente.

Fique por dentro:

Juros ao consumidor disparam

De acordo com a Anefac (Associação Nacional de Finanças, Administração e Contabilidade), os juros ao consumidor saltaram em 2021 de 72,7% para 80% entre janeiro e novembro neste ano.

Os juros do cheque especial subiram de 127,7% para 140,3% e os do cartão de crédito dispararam de 257,1% para 340,8%.

A alta acompanha a Selic, que foi de 2% ao ano no início de 2021 para 9,25% ao ano em dezembro.

Renda do brasileiro em queda

A renda média real dos brasileiros no trimestre encerrado em outubro de 2021, de R$ 2.449, é a menor de toda a série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, iniciada em 2012. No período houve queda de 4,6% frente ao trimestre móvel anterior (R$ 117 a menos) e de 11,1% em relação a igual trimestre de 2020, uma diferença de R$ 307.

Recorde de casos de Covid-19

A alta nos casos de Covid-19 levou a um novo recorde diário de novos casos na segunda (27), com mais de 1,44 milhão de infecções no mundo todo. Esta foi a primeira vez em que foi registrado mais de 1 milhão de casos em 24 horas.

A nova onda levou a Apple a fechou suas lojas em Nova York para o público. Eventos esportivos e voos seguem sendo cancelados. A China determinou novo lockdown nesta terça (28) após 200 novos casos no país. O número é baixo comparado aos dos demais países, mas recorde na China desde março de 2020.

Para acompanhar hoje:

8h: IGP-M de dezembro
12h: confiança do consumidor americano em dezembro

Com edição de Denyse Godoy


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