Aposta sobre juros derruba construtoras, PetroRio segue queda do petróleo, e Ibovespa sobe 0,2%

Na ata de sua última reunião, Copom manifestou preocupação com incertezas no cenário

Prédios em construção em São Paulo (Foto: Edilson Dantas/O Globo)

A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) está alimentando apostas de que a elevação dos juros no país deve seguir para além do que imaginava até agora, prejudicando as perspectivas para as varejistas e para as construtoras, cujos clientes muitas vezes utilizam crédito para comprar.

Na semana passada, o Copom decidiu aumentar a taxa básica de juros da economia brasileira em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano, deixando dúvida sobre o tamanho das próximas elevações. Mas a autoridade monetária não dirimiu as dúvidas com a ata. “A incerteza particularmente elevada sobre preços de importantes ativos e commodities, assim como o estágio do ciclo, fez o Comitê considerar mais adequado, neste momento, não sinalizar a magnitude dos seus próximos ajustes”, disse, no documento.

Assim, bancos como o Itaú, o JPMorgan e o Fibra passaram a projetar uma taxa Selic acima de 12% quando o ciclo de altas terminar. O índice Imob da B3, que reúne as empresas do setor de construção civil, caiu 0,98% nesta terça-feira (8).

Com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, as produtoras do combustível recuaram. O petróleo tipo WTI caiu 1,9%, a US$ 89,58 o barril, nos Estados Unidos. A ação da 3R Petroleum perdeu 1,6%, a R$ 36,65. A da PetroRio caiu 1,24%, para R$ 23,87. A ação preferencial da Petrobras teve baixa de 1%, a R$ 31,83.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, terminou o pregão em alta de 0,2%, aos 112.234 pontos, ajudada pelas ações da JBS e da Marfrig. As processadoras de carne subiram respectivamente 4,6%, para R$ 37,58, e 4,98%, a R$ 21,91, após o JPMorgan se dizer otimista com as perspectivas para as empresas.


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