Taesa (TAEE11) vai pagar R$ 313 milhões em dividendos e JCP, até R$ 0,90 por ação

Lucro da transmissora de energia cresceu quase 75% no segundo trimestre na comparação anual

A Taesa (TAEE3; TAEE4; TAEE11) informou na quarta-feira (2) que seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 313.440.298,45 em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O total corresponde a R$ 97.192.323,30 a título de dividendos intercalares e a R$ 216.247.975,15 de JCP.

Segundo a transmissora de energia, o valor equivale a R$ 0,30328136711 por ação ordinária/preferencial (TAEE3; TAEE4); e R$ 0,90984410133 para as units (TAEE11).

O pagamento será feito em 29 de agosto, com base na posição acionária de 7 de agosto de 2023. A partir de 8 de agosto as ações e units passarão a ser negociadas “ex-dividendos e JCP” na B3.

A distribuição de proventos foi anunciada com a divulgação do balanço financeiro.

A Taesa reportou lucro líquido regulatório de R$ 246,4 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 73,9% em relação ao mesmo período de 2022. Já no acumulado até junho, o lucro regulatório da empresa foi de R$ 461,8 milhões, elevação de 60,4%.

Pela norma IFRS, contudo, o lucro líquido foi de R$ 220,4 milhões no trimestre, redução de 60,9%.

Considerado os seis primeiros meses de 2023, o lucro da empresa atingiu R$ 1,371 bilhão, redução de 16,5% em base anual de comparação.

O resultado regulatório é explicado principalmente pelo início da operação do projeto Saíra 1ª fase, e dos empreendimentos Sant’Ana, Aimorés, Paraguaçu e Ivaí, entre 2022 e 2023.

Já na base IFRS, houve a influência de menores índices macroeconômicos, principalmente do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com reflexo direto na receita de correção monetária do ativo contratual de todas as concessões da companhia.

De abril a junho, a receita líquida IFRS, considerando participações minoritárias da Taesa, totalizou R$ 839,2 milhões, baixa de 42,7%, enquanto no acumulado do ano ela alcançou R$ 1,981 bilhão, queda de 27,3%.

Desconsiderando as participações, a receita da empresa somou R$ 678,6 milhões no trimestre, redução de 19,9%, enquanto no semestre ela foi de R$ 1,643 bilhão, diminuição de 16,5%.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, na sigla em inglês) regulatório e desconsiderando participações aumentou 15,1%, no segundo trimestre, em base anual de comparação, para R$ 534,9 milhões.

No acumulado do ano até junho, o Ebitda alcançou R$ 1,056 bilhão, crescimento de 15%.

A margem Ebitda foi de 84,5% no segundo trimestre, aumento de 1,5 ponto porcentual (p.p.).

Nos seis meses do ano, foi de 85,8%, crescimento de 1,2 p.p. em relação ao mesmo intervalo de 2022.

Considerando participações minoritárias, o Ebitda regulatório da Taesa foi de R$ 741,3 milhões no trimestre, alta de 22,4%, e de R$ 1,475 bilhão no acumulado do ano, alta de 24,1%.

A dívida líquida da companhia encerrou o ano passado em R$ 8,207 bilhões, crescimento de 23,2% em comparação com o mesmo intervalo de 2022.

Já a dívida líquida, considerando o consolidado e participações minoritárias do grupo, totalizou R$ 10,236 bilhões, alta de 17,7% em base anual de comparação.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 3,7 vezes.

Do ponto de vista operacional, as linhas de transmissão da Taesa atingiram 99,77% de disponibilidade no primeiro semestre de 2023. A parcela variável contábil ficou negativa em R$ 17,5 milhões no período.

Com informações do Estadão Conteúdo