Morning call: mercado repercute hoje dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos

A bolsa de valores ontem fechou novamente em queda. O índice fechou o pregão desvalorizado em 0,46%, a 130.841,09 pontos.

O morning call de hoje indica que o mercado finalmente vai ter à disposição dados importantes de inflação tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Assim, em ambos os casos, serão divulgadas informações tanto de dezembro quanto do consolidado do ano passado.

Vale lembrar neste morning call que a bolsa de valores ontem fechou novamente em queda. O índice fechou o pregão desvalorizado em 0,46%, a 130.841,09 pontos. O dólar, por sua vez, também teve queda de 0,30%, terminando o dia cotado a R$ 4,8916.

Perspectivas de inflação

No Brasil, a expectativa é que o IPCA de 2023 encerre dentro do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Esse teto é de 3,25% – com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

Dessa maneira, se esse prognóstico de confirmar, será a primeira vez que o objetivo será alcançado desde 2020. A inflação em 2021 foi de 10,06% e de 5,79% em 2022.

Assim como no Brasil, o CPI norte-americano é aguardado com ansiedade por conta do efeito que o dado pode ter na definição dos próximos passos da política monetária por lá. Importante destacar que na última ata disponível o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) ainda indicava preocupação com a inflação.

Por isso, finalmente os dados de hoje vão esclarecer um pouco mais a situação.

Veja no morning call o calendário econômico desta quinta-feira:

  • 09h00: IPCA/Taxa de inflação de dezembro e consolidado de 2023 (IBGE)
  • 10h30: CPI/Taxa de inflação de dezembro e consolidado de 2023 dos EUA
  • 16h00: IPC/Taxa de inflação de dezembro e consolidado de 2023 da Argentina
  • 22h30: IPC/Taxa de inflação de dezembro e consolidado de 2023 da China

Viu essa?

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Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Bolsas da Ásia fecham em alta

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta, após um dia positivo em Wall Street e em meio a esperanças renovadas de mais estímulos monetários na China.

O índice japonês Nikkei subiu 1,77% em Tóquio, a 35.049,86 pontos, ultrapassando a marca de 35 mil pontos pela primeira vez desde fevereiro de 1990, enquanto o Hang Seng avançou 1,27% em Hong Kong, a 16.302,04 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,46% em Taiwan, a 17.545,32 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve modesta alta de 0,31% hoje, a 2.886,65 pontos, mas o Shenzhen Composto apresentou ganho mais robusto, de 1,62%, a 1.760,77 pontos. Dias atrás, uma autoridade sinalizou que o banco central chinês (PBoC) poderá relaxar mais sua política monetária, inclusive por meio de um corte de compulsório.

Exceção na Ásia, o sul-coreano Kospi teve ligeira baixa de 0,07% em Seul, a 2.540,27 pontos, acumulando perdas por sete pregões consecutivos, embora o BC da Coreia tenha mantido seu juro básico em 3,5% pela oitava vez seguida.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, impulsionada por ações de tecnologia e do setor financeiro. O S&P/ASX 200 avançou 0,50% em Sydney, a 7.506,00 pontos

Como as bolsas fecharam em Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, com os investidores em compasso de espera pelo dado de inflação ao consumidor nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,45%, aos 37.695,73 pontos; o S&P 500 subiu 0,57%, aos 4.783,45 pontos; e o Nasdaq avançou 0,75%, aos 14.969,65 pontos.

Com informações da Dow Jones Newswires e do Estadão Conteúdo