Morning call: mercado ajusta posições na bolsa à espera de dados de inflação para Brasil e EUA

Avanço dos preços do petróleo acende luz amarela para os preços internos dos combustíveis e, consequentemente, para a inflação no Brasil

Nesta segunda-feira (11), o mercado ajusta posições enquanto aguarda os dados de inflação nos Estados Unidos, bem como os últimos dados de indústria e varejo da China. O mercado busca notícias e indicadores capazes de sanar as dúvidas quanto à trajetória dos juros americanos e o cenário econômico no Brasil.

No Brasil, o boletim Focus, divulgado pela manhã nesta segunda-feira (11), mostrou que houve revisão da projeção do PIB do Brasil em 2023, de 2,56% para 2,64%. Os agentes financeiros também revisaram para cima as previsões da inflação medida pelo IPCA e da cotação do dólar no fim deste ano. Leia mais aqui.

Lá fora, o aperto monetário nos Estados Unidos em função da rigidez do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) com relação ao combate à inflação e dúvidas sobre a economia da China somam-se agora ao avanço dos preços do petróleo, que vão se firmando acima de US$ 90 no caso do Brent, que é referência para a Petrobras. O barril para novembro fechou a sexta-feira (8) a US$ 90,65, maior cotação desde novembro.

O desempenho da commodity acende luz amarela para os preços internos dos combustíveis e, consequentemente, para a inflação no Brasil. Ainda nos combustíveis, as distribuidoras preparam aumentos do preço do gás de cozinha este mês em função do dissídio dos trabalhadores. Por fim, entrou no radar um possível efeito dos estragos causados pela passagem do ciclone no Rio Grande do Sul sobre preços de alimentos.

Bolsas da Ásia fecham mistas

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira (11), enquanto investidores avaliaram novos dados econômicos chineses e comentários sobre o possível abandono da política de juros negativos no Japão.

Na China continental, o dia foi de ganhos após a última leva de indicadores locais apontarem sinais de estabilidade. O índice acionário Xangai Composto subiu 0,84%, a 3.142,78 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,90%, a 1.952,91 pontos.

Já em Tóquio, o Nikkei caiu 0,43% nesta segunda-feira, a 32.467,76 pontos. No índice Nikkei, quedas nas ações de imobiliárias e de tecnologia mais do que compensaram um avanço nos papéis de bancos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng recuou 0,58% em Hong Kong, a 18.096,45 pontos, pressionado por ações do setor imobiliário, após relatos de que o gigante bancário HSBC pretende elevar taxas de hipoteca no território semiautônomo, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,36% em Seul, a 2.556,88 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, e o Taiex ficou no vermelho em Taiwan, com declínio de 0,86%, a 16.432,95 pontos.

Mercado na sexta-feira (8)

Ibovespa

O Ibovespa emendou a quarta queda consecutiva na sexta-feira (8), em um movimento de ajuste à aversão global ao risco deflagrada na quinta-feira (7) quando a B3 ficou fechada devido ao feriado da Independência. Com a fraqueza da economia da China e a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos no radar, o índice fechou em queda de 0,58%, aos 115.313,40 pontos – menor nível desde 21 de agosto. Na semana passada, o Ibovespa acumulou perda de 2,19%.

Dólar

O dólar fechou sexta em baixa de 0,02%, a R$ 4,9828, enquanto no mercado futuro o contrato do dólar para outubro tinha alta de 0,08%, a R$ 5,0012. No acumulado da semana, a moeda americana se valorizou em relação ao real – de 0,86% no mercado à vista e de 0,68% no futuro.

Bolsas em Nova York

O índice Dow Jones fechou a sexta-feira (8) em alta de 0,22%, aos 34576,59 pontos; o S&P 500 subiu 0,14%, para 4457,49 pontos e o Nasdaq avançou 0,09%, aos 13761,53 pontos. Na semana passada, no entanto, os índices acumularam perdas de 0,75%, 1,29% e 1,93%, respectivamente.

Com informações do Estadão Conteúdo.