Mercado hoje: Ibovespa fecha no vermelho impactado por negociação da Vale (VALE3) e cenário externo

Ibovespa começou a semana com volatilidade e fechou esta segunda em queda; dólar sobe

O Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira (10), mas logo entrou em trajetória descendente com as repercussões acerca da compra de ações da Vale (VALE3) pela Cosan (CSAN3).

Além disso, ativos globais trabalharam no campo negativo durante o dia, ainda por preocupações com o combate à inflação global e seus efeitos na economia e nos resultados de empresas.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em 115.940, queda de 0,37%.

Nesta semana, os investidores vão acompanhar o início da temporada de balanços nos EUA.

O segundo turno da eleição presidencial brasileira também deve ficar no radar de investidores. Além disso, o mercado segue digerindo o anúncio de que a Cosan montou posição na Vale.

Cosan (CSAN3) e Vale (VALE3)

No noticiário corporativo, investidores continuam analisando a decisão da Cosan de montar posição na Vale, anunciada na tarde de sexta-feira.

As ações da Cosan (CSAN3) fecharam em queda acentuada, de 7,51%, valendo R$ 15,40. Os papéis da Vale também caíram, 2,01%, a

O vice-presidente de estratégia da Cosan, Marcelo Martins, disse em teleconferência na noite de sexta-feira que a operação não compromete a saúde financeira da empresa e não terá diluição para os atuais acionistas.

Dólar

A moeda americana fechou em queda de 0,44% em relação ao real nesta segunda, cotado a R$ 5,1900.

No mês, o dólar passou a acumular queda de 3,78%, e de 6,9% no ano na comparação com a moeda brasileira.

Mercados internacionais

Os mercados internacionais dão continuidade ao tom negativo iniciado na sexta-feira, quando o ‘payroll’ dos Estados Unidos mostrou um mercado de trabalho ainda forte no país e a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ser mais agressivo no aperto monetário.

A guerra entre Rússia e Ucrânia e a disputa entre EUA e China também contribuem para a cautela internacional.

Cenário interno

No Brasil, o segundo turno das eleições está no foco. A primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno mostrou na sexta-feira, após o fechamento dos negócios, que o ex-presidente Lula tinha 49% das intenções totais de voto, contra 44% para Jair Bolsonaro.

Nos votos válidos, o petista também levava vantagem, com 53% a 47%. A disputa equilibrada também deve mexer nos mercados – o desempenho de Bolsonaro no primeiro turno, melhor do que as pesquisas indicavam, foi um dos principais fatores para o Ibovespa ter acumulado alta de 5,76% na semana passada.

Boletim Focus

Hoje pela manhã, o boletim Focus mostrou que a mediana das projeções de economistas do mercado para a inflação brasileira em 2022 caiu de 5,74% para 5,71%; para 2023, continuou em 5,00%; e para 2024, recuou de 3,50% para 3,47%.

As medianas das estimativas para a taxa Selic ficaram estáveis: 13,75% no fim de 2022, 11,25 no de 2023 e 8,00% no de 2024. Para o crescimento do PIB este ano, a projeção permaneceu em 2,70%, para 2023, subiu de 0,53% para 0,54%, e para 2024, continuou em 1,70%.

Commodities

Entre as commodities, o minério de ferro subiu 2,21% na bolsa de Dalian, a 739,50 yuans (cerca de US$ 103,50) a tonelada, no retorno do feriado chinês.

Na China, o banco central relançou programa de empréstimos suplementares depois de suspensão por dois anos e meio, em mais uma medida de Pequim para tentar dar apoio ao crescimento econômico.

Já o petróleo Brent para dezembro caía 0,56%, para US$ 97,37 o barril, devolvendo parte dos ganhos da semana passada.

Empresas

A Azul anunciou que o tráfego de passageiros consolidado subiu 11,3% em setembro, enquanto a capacidade aumentou 11,7%.

A EcoRodovias disse que o volume total de tráfego comparável nas estradas sob sua concessão subiu 2,8% em setembro frente ao mesmo mês de 2021; enquanto no acumulado dos nove primeiros meses do ano houve alta de 5,9%.