Morning call: qual bolsa de valores teremos nesta semana?

A sexta-feira trouxe enfim uma boa notícia para a bolsa de valores, que fechou em alta.

A sexta-feira (18) trouxe enfim uma boa notícia para a bolsa de valores, que fechou em alta de 0,37%, aos 115.408 pontos. Resta saber se na semana que começa nesta segunda-feira (21) o desempenho se manterá positivo ou se haverá novamente um recrudescimento do índice.

Importante lembrar que a alta de sexta-feira foi a primeira em agosto após uma série histórica de 13 baixas consecutivas.

Há pela frente uma semana com um calendário econômico um pouco mais movimentado em relação ao que ocorreu na semana anterior.

A semana começa com a divulgação do Boletim Focus, pode haver em Brasília uma movimentação que se encerre na apreciação do arcabouço fiscal e, finalmente, na sexta-feira haverá a divulgação da prévia da inflação oficial – medida pelo IBGE no IPCA-15.

No cenário externo, o mercado deve se concentrar em acompanhar o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed) no simpósio de Jackson Hole. E, claro, haverá também olhos para acompanhar de perto o que ocorre na Ásia.

Vamos ao fechamento das bolsas asiáticas.

Fechamento das bolsas asiáticas

Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único nesta segunda-feira após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciar decisão de política monetária, com corte na taxa de referência (LPR, na sigla em inglês) de 1 ano, mas manutenção na LPR de 5 anos. Xangai recuou mais de 1%, mas Tóquio avançou.

O PBoC cortou a LPR de 1 ano, de 3,55% a 3,45%, e manteve a de 5 anos, em 4,20%. Segundo analistas, havia expectativas para redução um pouco maior, de 15 pontos-base, na taxa de referência de 1 ano, e a manutenção da taxa de 5 anos era debatida.

O Danske Bank considerou que sua manutenção estava relacionada a preocupações com a fraqueza do yuan, enquanto a Pantheon via abordagem gradual do PBoC, com a intenção também de não pressionar mais o mercado imobiliário local. Para a Capital Economics, os cortes recentes de juros do BC chinês são insuficientes para gerar impacto significativo na economia do país.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,24%, em 3.092,98 pontos, na mínima do dia, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,99%, a 2.019,83 pontos. Ações do setor financeiro e de imobiliárias estiveram entre as maiores quedas. Citic Securities recuou 4,3% e China Vanke, 2,3%.

Já em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,37%, a 31.565,64 pontos. Ações de tecnologia e do setor imobiliário se saíram bem, com menor temor hoje sobre o aperto monetário global. Nomura Research Institute avançou 2,9% e Sumitomo Realty & Development, 2,3%. Havia expectativa pelo simpósio de Jackson Hole do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), nesta semana.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou alta de 0,17%, a 2.508,80 pontos. Houve alguma recuperação na Bolsa de Seul, após seis pregões seguidos de quedas. Algumas ações ficaram mais atraentes após perdas recentes, e a decisão do PBoC esteve em foco. Havia, porém, certa cautela antes da decisão do BC da Coreia do Sul nesta quinta-feira e também do discurso de Powell em Jackson Hole.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, a 17.623,29 pontos. A decisão do PBoC também foi foco importante, e para analistas do Goldman Sachs o BC chinês desapontou. O Goldman avalia que a decisão poderia inclusive ter efeito contrário ao desejado, com o mercado interpretando que o comando da China está “pouco disposto a entregar estímulos políticos, mesmo moderados”. Já em Taiwan, o índice Taiex terminou estável, em 16.381,49 pontos.

Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,46%, em 7.115,50 pontos. Os setores financeiro e de tecnologia pesaram nos negócios no mercado australiano. O financeiro recuou 0,85%, após Westpac reportar lucro trimestral abaixo do esperado por analistas. A ação do próprio banco caiu 3,1%. Megaport teve baixa de 5,6%, antes de publicar resultados anuais nesta terça-feira, 22.

Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo