CVM muda regra para quem queira investir em empresas de capital fechado

Investimento de alto risco, o equity crowdfunding vem ganhando adeptos

Equity Crowdfunding
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • No equity crowdfunding, os investidores recebem uma participação da empresa investida
  • Uma das alterações é o aumento do limite de captação de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões

No final de abril, a CVM flexibilizou as regras para as ofertas públicas de sociedades empresariais de pequeno porte, movimento mais conhecido como equity crowdfunding. Com as mudanças, esse tipo de financiamento de empresas deve ficar mais perto de você e investir em startups tornou-se, pelo menos em tese, um pouco mais fácil.

O que é equity crowdfunding

Primeiro, vamos dar um passo atrás e explicar o conceito de equity crowdfunding. Ele acontece quando várias pessoas se juntam para investir em uma empresa de capital fechado, em troca de uma participação societária. É como uma vaquinha de gente grande. 

O equity crowdfunding é mediado por plataformas online e alcança pequenas e médias empresas que querem expandir seus negócios, mas precisam de caixa para isto.

Para o investidor, o benefício é conseguir aplicar dinheiro em uma empresa e ter um retorno considerável no futuro, caso a companhia cresça. Mas fica o alerta: é um movimento de alto risco, que não é indicado para todos os investidores

Para investir nessa modalidade, é preciso procurar uma das 50 plataformas de equity crowdfunding no Brasil. Elas selecionam as companhias que podem dar bons resltados e abrem para o investimento do público. Não há um valor de aporte mínimo padrão, mas é possível investir até com R$ 500 em uma startup. 

Novo limite de captação traz mais opções para os investidores

A recente resolução da CVM muda alguns pontos nesse tipo de investimento em startups e pequenas empresas, no geral. Uma das principais alterações é o aumento do limite de captação de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões. Além disto, o limite de faturamento das empresas passou de R$ 10 milhões para R$ 40 milhões anuais. Isto coloca ajuda empresas maiores a entrar nesse mercado e, para o investidor, há mais opções de empresas para entrar como sócio. 

“Com o novo limite, você consegue alcançar empresas em estágios diferentes, ajudando o mercado a se desenvolver”, diz Vitor Delduque, CEO da Clearbook, plataforma de equity crowdfunding. “Com certeza teremos empresas abrindo sua Series A (primeira rodada de investimentos) mais maduras do que tínhamos antes, o que é benéfico para os investidores”, completa. 

Equity crowdfunding nas redes sociais

Além dessa mudança importante para todo o mercado, a CVM ainda passou a permitir a ampla divulgação das ofertas. Ou seja, as plataformas de equity crowdfunding e as próprias empresas podem anunciar em redes sociais ou outros veículos que estão levantando recursos, o que pode atrair mais investidores. 

Para Delduque, a ampla divulgação é “benéfica para os investidores que nunca tiveram a oportunidade de conhecer esse tipo de ativo que hoje faz tanto sucesso”.

As mudanças mostram que o órgão regulador do mercado está de olho nesse tipo de movimentação e vai exigir transparência das empresas que optam pelo equity crowdfunding. Tudo isso ajuda o mercado a se desenvolver e os investidores a aplicar o dinheiro em instrumentos mais seguros. 


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