Ministro prevê capitalização da Eletrobras até julho e não vê risco de contaminação eleitoral

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou, nesta sexta-feira, que o governo planeja fazer a capitalização da Eletrobras, "no mais tardar", em julho

Foto: Brendan McDermid/REUTERS)

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou há pouco que o governo planeja fazer a capitalização da Eletrobras, “no mais tardar”, em julho. Para ele, o mercado demonstra apetite pela oferta pública de ações e não há risco de fracasso na operação por causa da proximidade das eleições, caso essa nova tentativa de cronograma seja cumprida.

Albuquerque, conversou virtualmente com jornalistas durante visita oficial à Índia, disse ter visto um “avanço” no Tribunal de Contas da União (TCU). “Foi um avanço no sentido de que o relator apresentou o voto dele e houve uma oportunidade de discutir o voto”, disse o ministro. “Temos a expectativa de que esse segundo acórdão [referente à segunda etapa de análise da capitalização pelo tribunal] saia no dia 11 de maio”.

Na quarta-feira, após apresentação do voto do relator Aroldo Cedraz, o ministro Vital do Rêgo pediu vista por 20 dias. Outro ministro, Jorge Oliveira, propôs que esse ciclo fosse encurtado para apenas uma semana. Isso permitiria uma deliberação final em 27 de abril e a capitalização até 13 de maio — prazo máximo para uso das informações do balanço financeiro da Eletrobras do último trimestre de 2021. A proposta de Oliveira, no entanto, teve apoio insuficiente do colegiado e foi derrubada.

“A decisão de entrar na pauta [do TCU] em até 20 dias vai obrigar um ajuste do nosso cronograma para a oferta de ações e agora teremos que considerar os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2022”, comentou o ministro. “Vamos fazer a oferta de ações ainda no primeiro semestre deste ano ou, no mais tardar, no início do segundo semestre”.

Depois, em mais de uma ocasião, Albuquerque citou o mês de julho e manifestou convicção de que o processo eleitoral não atrapalhará o sucesso da operação. “Até onde nós temos conversado com o mercado, há muito interesse e acreditamos que poderá ocorrer sem nenhum risco até o mês de julho. Não vejo esse processo sendo contaminado por qualquer questão política ou eleitoral”.

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