Criptomoedas têm terceiro dia de ganhos e bitcoin tenta segurar patamar de US$ 21 mil

Maior estabilidade no cenário macroeconômico favorece os negócios

Criptomoedas em queda

As principais criptomoedas têm o terceiro dia seguido de recuperação em meio a uma sensível melhora nos mercados de risco depois do maior ciclo de desvalorização já visto entre as moedas digitais.

Com uma maior estabilidade no cenário macroeconômico, os investidores devem se voltar a questões próprias do segmento de criptoativos. Entre os pontos de atenção para os próximos dias, Luiz Pedro Andrade, analista de criptoativos da Nord Research, destaca a situação da gestora Three Arrows Capital, que chegou a ter mais de US$ 18 bilhões em ativos sob gestão, e corre o risco de quebrar.

Andrade também alerta para a situação da Celsius, que faz empréstimos com criptomoedas e suspendeu os saques na semana passada por problemas de liquidez. “Em caso de venda massiva, ela pode derrubar o mercado”, disse. Finalmente, outro ponto de alerta, é o caso do DeFi Soleng, da rede da Solana, que tem um usuário anônimo que pode ser liquidado, gerando uma pressão sobre o ativo.

Maior das criptomoedas, o bitcoin era negociado perto das 9h20 (horário de Brasília) a US$ 21.007,08, com alta de 1,9%, enquanto o ether, moeda digital da rede ethereum, subia 0,6% a US$ 1.145,06. Em reais, segundo números fornecidos pelo MB, o bitcoin subia 2,9% a R$ 109.803,52 e o ethereum registrava valorização de 4,11% a R$ 5.069,57.

Para Ayron Ferreira, chefe de análise da Titanium Asset, a expectativa para a semana é de continuidade na recuperação de preço, pois, após o bitcoin registrar uma nova mínima do ano, em US$ 17.540, vários indicadores técnicos demonstram uma sobrevenda e um espaço para uma retomada momentânea.

“Porém, o chance para otimismo ainda é muito pequena, pois os drivers que impulsionaram a queda do preço do bitcoin ainda permanecem bem vivos e muito fortes”, disse Ferreira.

Já Humberto Andrade, trader do MB, vê o mercado de criptoativos buscando processar o que aconteceu nas últimas semanas. “Depois de todo o desespero dos últimos dias, o mercado está tentando achar um pouco de tempo para respirar e entender com calma tudo o que aconteceu”, disse. “O sentimento depois do final de semana é de que é necessário reavaliar as posições com calma, uma vez que os investidores de longo prazo estão com o maior acúmulo de prejuízo não realizado dos últimos dois anos”, completou.

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