Ibovespa fecha em alta de 1,7%, aos 108.343 pontos

Presidente do Fed, Jerome Powell, descartou alta mais forte dos juros nas próximas reuniões do banco central dos EUA

Bolsa de Valores de São Paulo, a B3 (Foto: Rafael Matsunaga/Wikimedia)

Após ajustes, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,70%, aos 108.343,74 pontos, tocando os 108.382 pontos na máxima intradiária e os 104.933 pontos na mínima.

A decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) e a entrevista coletiva do presidente da autarquia, Jerome Powell, trouxeram alento para os mercados e fizeram com que o Ibovespa deixasse uma queda superior a um 1,5% para fechar a sessão com alta firme.

Powell afirmou que o BC americano não considera realizar altas de 75 pontos-base no juro básico local, algo que o mercado já precificava. Além disso, a diminuição do balanço começará com US$ 47,5 bilhões mensais e, após três meses, irá a US$ 95 bilhões, dentro do ritmo previsto.

O Fed decidiu aumentar sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para a faixa de 0,75 a 1% ao ano. É a segunda vez desde 2018 que a taxa é aumentada.

Esta era a projeção da maior parte dos especialistas. Assim como muitos países em todo o mundo, nos últimos meses os EUA estão sofrendo com a disparada da inflação, e a elevação dos juros é a principal ferramenta usada para tentar frear os preços.

A votação entre os membros do comitê de política monetária do banco foi unânime, com todos os 10 votos a favor da elevação da meta de juros em 0,5 pontos percentual, segundo o comunicado divulgado pelo Fed com detalhes da decisão.

O BC americano anunciou também que começará o processo de redução do seu amplo balanço de ativos no dia 1º de junho. O limite inicial para a redução do balanço será de US$ 30 bilhões em títulos do Tesouro americano (Treasuries) e US$ 17,5 bilhões em títulos hipotecários por mês, e estes limites serão ampliados ao longo de três meses para os valores finais de US$ 60 bilhões mensais em Treasuries e US$ 35,5 bilhões em títulos hipotecários, num total de US$ 95,5 bilhões mensais.

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