Itaú sobe projeção para a inflação em 2022 de 7,5% para 8,5%

Alta reflete preços mais elevados de gasolina e energia elétrica

(Foto: Pixabay)

O Itaú Unibanco elevou sua projeção de IPCA em 2022 de 7,5% para 8,5%, refletindo preços administrados mais elevados (gasolina e energia elétrica) e desinflação mais lenta de bens no segundo semestre do ano.

Para 2023, a previsão passou de 3,6% para 4,2%, incorporando maior inércia e persistência do processo inflacionário, com menor desinflação de bens.

O Itaú espera alta ao redor de 8% nos preços administrados em 2022, destacando um aumento próximo de 10% da gasolina.

“Além disso, apesar de bandeira tarifária verde até o final do ano, os preços de energia elétrica também foram revistos para cima, com reajustes mais altos para distribuidoras regionais (próximos de 16%)”, escreve, em relatório, a equipe liderada por Mario Mesquita.

Entre os preços livres, a alta deve ficar um pouco abaixo de 9%, com destaque para a inflação de bens industriais, que deve ficar perto de 10%. “Preços de commodities metálicas em dólar seguem em patamares elevados, e a falta de normalização das cadeias globais de suprimentos também atrasa a desinflação esperada”, diz o Itaú.

Serviços e alimentação no domicílio, acrescenta, também devem seguir rodando em patamar elevado, próximo de 7% e 11%, respectivamente.

“No segundo semestre do ano, os núcleos de industriais e serviços devem desacelerar, porém de forma mais lenta do que esperávamos antes, com leituras em 12 meses ainda pressionadas”, diz o relatório.

Apesar da revisão significativa, o Itaú diz que o balanço de riscos para a projeção de 2022 segue assimétrico para cima, dada a possibilidade de novas altas nos preços internacionais do petróleo, algo que pode elevar ainda mais nossa estimativa de preços administrados.

Para 2023, o Itaú mantém a avaliação de que há espaço para alguma acomodação dos preços de commodities, tanto de petróleo quanto de grãos, o que pode contribuir para um processo desinflacionário. “Os efeitos defasados das altas de juros e o hiato aberto da economia também devem contribuir para uma trajetória da inflação mais próxima da meta”, afirma.

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