Vale a pena investir em ações do Banco do Brasil (BBAS3) com foco em dividendos?

Veja recomendações do mercado financeiro que apontam o banco com bom potencial de distribuição de proventos

O Banco do Brasil (BBAS3) fechou o primeiro semestre de 2024 entre as cinco ações da bolsa que mais pagaram dividendos. Conforme levantamento da plataforma Meu Dividendo, o banco público distribuiu pouco mais de R$ 7,4 bilhões em proventos (também considerando JCP) entre janeiro e junho deste ano.

Mas afinal, vale a pena investir em ações do Banco do Brasil (BBAS3) com foco em dividendos? Saiba porque o BTG Pactual, Safra e Genial colocam o banco em suas carteiras com bom potencial de remuneração aos acionistas.

Por último, descubra os motivos de o Itaú BBA ter deixado de recomendar a compra dos papéis da instituição.

Dividendos do Banco do Brasil: o que esperar?

Ao manter as ações do BB dentro da estratégia de dividendos, o BTG anota que o banco tem apresentado resultados neutros nos primeiros meses do ano. Mas mostrando bom controle dos custos, apesar das incertezas do cenário.

Contudo, para o BB manter o atual nível de rentabilidade, o BTG avalia que isso exigirá a aceleração das receitas de prestação de serviços. Bem como menor custo de capital e controle dos custos ainda maior.

“Dado o valuation ainda relativamente atraente, o forte histórico do BB na entrega do guidance e a mensagem da administração de que não estamos no pico de lucros, preferimos continuar a dar-lhes o benefício da dúvida e reiterar a nossa recomendação de compra”, diz o BTG.

Enquanto isso, o Safra destaca o perfil defensivo da carteira de crédito do BB. Em suma, com maior exposição ao agronegócio e a um perfil de pessoa física menos arriscado, em sua maioria servidores públicos.

“Traz segurança ao banco e uma melhor previsibilidade de resultados. Adicionalmente, esperamos que o banco mantenha o bom fluxo de pagamento de dividendos”, afirma o Safra.

Por sua vez, a Genial aumentou a participação do Banco do Brasil em sua carteira de dividendos de julho. A casa detalha no portfólio que o BB “segue barato em relação aos pares e apresenta um nível de rentabilidade interessante em um setor que tem mostrado sinais de recuperação.”

“Esperamos que o banco continue com fortes resultados para o ano, entregando um crescimento de lucro 9% a/a e uma rentabilidade (ROE) atrativa de 21%, superando outros incumbentes como Bradesco e Santander. Vemos as ações atrativas, negociando apenas 4x P/L 2024e, 3,7x P/L 2025e e 0,78x P/VP 2024e”, completa a Genial.

Itaú BBA deixa de recomendar compra de BBAS3

Porém, o cenário não é completamente favorável às ações do Banco do Brasil.

O Itaú BBA rebaixou de compra para neutra a recomendação para BBAS3, com preço-alvo de R$ 31,00.

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Entre os motivos, o BBA avalia que a taxa Selic mais elevada impedirá o aumento dos spreads de crédito. O banco também menciona os riscos políticos na revisão de estimativa.

“Ainda vemos potencial de longo prazo na história e vemos positivamente seu desconto de 0,8x P/B’24 (preço sobre valor patrimonial), mas acreditamos que pode haver menos catalisadores para uma reavaliação. Prevemos que o BB experimentará uma desaceleração significativa no aumento dos lucros até 2025, com um crescimento modesto de 4% no lucro por ação”, diz o BBA.

“As questões de NPL (estabilização da inadimplência) no BB persistem por mais tempo do que em seus pares, provavelmente devido à crescente carteira renegociada, e espera-se que as provisões para o exercício de 2024 aumentem. Os investidores estão cada vez mais sensíveis aos riscos políticos, o que poderá dificultar a expansão múltipla.”, finaliza o banco.