CDB ou Tesouro IPCA: qual é o melhor para você na hora de investir? 

É importante entender as características de cada um e o atual momento da economia

A dúvida entre um CDB e o Tesouro IPCA pode ser comum para investidores da renda fixa. Apesar de seguirem índices parecidos ou até mesmo iguais, eles são diferentes. Cada um tem suas características e CDB ou o Tesouro IPCA podem ser mais ou menos interessantes dependendo do momento atual.

CDB x Tesouro IPCA

Investindo em um CDB, você se torna um credor de um banco e empresta dinheiro às instituições financeiras. Entre os diversos tipos de CDBs, existem os híbridos. Eles têm uma rentabilidade composta por um percentual fixo mais percentual variável. Esse variável geralmente é o IPCA, a taxa que mede a inflação do nosso país.  

Já o Tesouro IPCA é um título público oferecido pelo Tesouro Direto, programa de investimento do governo federal. Assim como o CDB híbrido, este título tem rentabilidade atrelada à inflação, além de uma taxa fixa. 

Aliás, a Inteligência Financeira preparou um material bastante completo sobre CDB, que você confere neste link.

CDB ou Tesouro IPCA: qual é o melhor para investir agora? 

Na visão de Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, no momento atual, o Tesouro Nacional oferece mais segurança.

“O CDB conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre um resgate em caso de falência do banco emissor. No entanto, essa proteção tem um limite. Portanto, ao escolher entre um CDB atrelado à inflação e um título do Tesouro atrelado à inflação, o risco associado ao país é mais vantajoso, pois ainda é considerado seguro”, explica. 

Ele ainda ressalta que no Brasil, mesmo com taxas elevadas, é de conhecimento geral que, em última instância, o Congresso adota uma postura pragmática e tomará as medidas necessárias para garantir o pagamento da dívida.  

“Em relação à comparação com investimentos atrelados ao CDI, é relevante considerar as declarações do presidente Lula. Elas indicam que o próximo presidente do Banco Central será alguém disposto a reduzir a taxa de juros no próximo ano e no seguinte. Mesmo que isso signifique que a inflação se aproxime do limite superior da meta de 4,5%. Isso sugere uma inflação potencialmente mais alta nos próximos dois anos e uma queda nas taxas de juros, o que torna o Tesouro IPCA uma opção mais atraente”.  

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