HASH11: quanto rende o ETF de cripto?

Confira a performance do fundo nos últimos meses e se vale a pena investir no ativo

O maior ETF de criptomoedas da B3, o HASH11, reduziu recentemente sua exposição em bitcoins. A mudança aconteceu para acompanhar o Nasdaq Crypto Index (NCI), índice de referência seguido pelo fundo. Além da exposição em bitcoins, a gestora também fez alterações nos tokens que compõem o ETF.

Enquanto as criptos solana (SOL), cardano (ADA), avalanche (AVAX), polygon (MATIC) e XRP (XRP) foram adicionadas, os tokens Arbitrum (ARB) e Stellar (XLM) foram removidos. Atualmente, o peso do bitcoin no ETF é de 64%, enquanto ethereum compõe 26% do índice. Solana aparece em terceiro lugar, com 4,5% de peso.  

“A composição do índice reflete uma predominância significativa do bitcoin e do ethereum. Isso indica que o desempenho do HASH11 está fortemente correlacionado com esses dois principais criptoativos, os quais são amplamente considerados como os pilares do mercado de criptomoedas”, ressalta Israel Buzaym, especialista em cripto do Bitybank. 

Quanto rende o ETF de cripto HASH11? 

Em 2023, o HASH11 esteve na lista dos dez ETFs mais valorizados no Brasil depois de registrar uma alta de 110,68% no ano. Já nos últimos 6 meses, o HASH11 subiu 64%. Atualmente, o fundo tem R$ 2,72 bilhões em patrimônio líquido.  

Israel ressalta que do ponto de vista de investimento, o fundo aparenta seguir muito fielmente a performance do bitcoin ao longo dos ciclos de mercado. “Por outro lado, é importante que o investidor entenda que é um fundo de índice e não spot”, explica.

Vale a pena investir em HASH11? 

Na visão do especialista, os ETFs têm sido uma grande porta de entrada para o mercado tradicional acessar as criptomoedas.

Ou seja, pode ser uma boa opção para quem deseja começar a investir nesse tipo de ativo. Porém, é importante sempre respeitar seu perfil de risco.

“Além do mercado cripto ainda ter um grande potencial de crescimento, o que abre espaço para todos crescerem juntos como um ecossistema, notamos um comportamento interessante: após investir via ETFs, a pessoa passa a se interessar mais em estudar os criptoativos e acaba entendendo a importância de comprar em plataformas que permitem o saque do ativo para a carteira”.  

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