Bitcoin (BTC) tem forte alta e reduz parte das perdas em novembro

A maior das criptomoedas ainda tem desvalorização de quase 20% no acumulado do mês

No último dia útil de um dos piores meses para as criptomoedas, bitcoin (BTC), ether (ETH) e as principais moedas digitais têm forte alta pelo segundo dia seguido, movimento que reduz parte das perdas acumuladas em novembro. Nos últimos 30 dias, o bitcoin ainda tem desvalorização de 18%, enquanto o ether recua 20,2% no período.

Maior das criptomoedas, o bitcoin chegou a passar de US$ 17 mil nesta quarta, nos negócios da Ásia, mas depois reduziu o ritmo de alta. O ether, que tinha dificuldades para se manter acima de US$ 1.200 nas últimas semanas, atingiu a máxima de US$ 1.277 pela manhã.

Perto das 9h10 (horário de Brasília), o bitcoin subia 2,4% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 16.900,48, e o ether, moeda digital da rede ethereum, avançava 4,1% a US$ 1.269,23, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 890 bilhões. Em reais, o bitcoin tinha alta de 1,74% a R$ 89.600 e o ether tinha ganhos de 3,26% a R$ 6.713,30, de acordo com valores fornecidos pelo MB.

No lado macro, os investidores esperam pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Hutchins Center em busca de sinalizações sobre os próximos passos da política monetária do país.

Para André Franco, chefe de pesquisa do MB, a recuperação dos preços pode sinalizar uma melhora do ambiente em relação à crise da FTX. “Aparentemente o mercado já começa a fazer a leitura de que o pior ficou para trás e volta a timidamente se animar com os ativos de risco. Consequentemente, podemos viver até o final do ano uma recuperação dessa classe de ativos, salvo se nenhum outro evento inesperado ocorrer”, disse.

Um dos indicadores que colabora nessa análise, disse Franco, são os dados on-chain, que tiveram um acúmulo de 8 mil bitcoins na posição dos investidores de longo prazo (LTH), retomando a tendência anterior à crise de acumulação da moeda.

Segundo Tasso Lago, gestor de fundos privados em criptomoedas e fundador da Financial Move, graficamente o bitcoin ainda poderia buscar as regiões dos US$ 14 mil ou US$ 12 mil, porém o mercado ainda espera pelos efeitos colaterais nas empresas da FTX ou investidas pela FTX.

Lago diz que há sinais gráficos divergentes que podem indicar uma retomada das altas no curto prazo, mas que o cenário de médio a longo prazo segue bastante incerto devido ao ambiente macroeconômico e a continuidade do processo de resgate de algumas empresas da criptoeconomia que estavam expostas à FTX.