Investidor opera de olho na retomada das negociações na bolsa e em Brasília

Com o retorno do feriado de Independência nos EUA, investidor brasileiro espera retomada dos volumes de negociações na bolsa brasileira

Com o retorno do feriado de Independência nos Estados Unidos, o investidor brasileiro espera nesta quarta-feira (5) a retomada dos volumes de negociações na bolsa brasileira, após uma terça-feira de correção de ganhos para os ativos locais. Durante a terça-feira, o mercado acompanhou a movimentação política em Brasília, entre a sabatina dos indicados pelo governo ao Banco Central (BC) e a pauta de votações da Câmara dos Deputados.

Sem a participação do investidor estrangeiro na bolsa local, os ativos tocaram mínimas intradiárias enquanto na Câmara dos Deputados os parlamentares divergiam em relação ao projeto de lei sobre o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e trechos sensíveis da reforma tributária.

No final do dia, o Ibovespa fechou em leve baixa de 0,50%, aos 119.076 pontos e o dólar subiu 0,67%, a R$ 4,84. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular altas de 1,07% na semana e no mês; queda de 8,30% no ano.

Agenda econômica

  • 08h: Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) de junho (FGV)
  • 15h: Ata da reunião do FOMC nos Estados Unidos
Deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresenta relatório final do Grupo de Trabalho da Reforma Tributária. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Reforma tributária: esforço para votar proposta até sexta-feira

Em uma semana decisiva de negociações da Reforma Tributária, o relator do texto, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), confirmou, segundo a Agência Brasil, que fará ajustes na proposta para viabilizar sua votação. A reforma atraiu ao menos dez governadores e cerca de 500 prefeitos a Brasília para discutir os termos da proposta de simplificação do sistema tributário.

Em um quadro de mobilização de governos locais e disposição do relator para o diálogo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou, na terça-feira (4), que vai seguir ouvindo governadores, prefeitos e empresários em busca de consenso para colocar o texto em votação até sexta-feira e disse estar convencido de que conseguirá fazer isso.

Ao menos três itens do texto apresentado por Ribeiro serão alterados:

  • As regras para criação de um conselho federativo, responsável pela gestão e distribuição de recursos do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai reunir ISS (municipal) e ICMS (estadual);
  • O Fundo de Desenvolvimento Regional, que vai funcionar como uma injeção permanente de recursos para investimentos nos estados;
  • O cronograma de implementação do IBS.

Os três pontos haviam sido alvo de críticas pelos estados, que se mobilizaram na terça em conversas com parlamentares na Câmara para mobilizar suas bancadas em prol de ajustes no texto.

O relator da PEC confirmou a intenção de iniciar a votação da proposta nesta semana e ressaltou que a análise da reforma independe da votação do projeto sobre o voto de desempate nas decisões do Carf (PL 2384/23), que tranca a pauta de votações. “São discussões distintas”, destacou.

Da esquerda para a direita: o presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Aquino e Galípolo. Foto: Lula Marques Agência Brasil

Senado aprova Galípolo e Aquino para diretorias do BC

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira as indicações de Gabriel Galípolo e de Ailton Aquino para a diretoria do Banco Central (BC). Galípolo, indicado para a diretoria de política monetária do BC, recebeu 39 votos a favor e 12 contra. Aquino, indicado para a diretoria de fiscalização, recebeu 42 votos a favor e 10 contra. Nas duas votações houve uma abstenção. Os nomes foram aprovados na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Agora, o Senado precisa enviar uma comunicação ao Poder Executivo sobre a decisão para que sejam publicadas as nomeações. Depois, será marcada a cerimônia de posse.

Esta é a primeira indicação de diretores para a autoridade monetária no governo Lula em meio à pressão do petista e aliados por juros mais baixos. Atualmente, a taxa básica (Selic) está em 13,75% ao ano.