Morning call: bolsa chega ao fim da semana sem um sinal claro sobre a sessão de sexta-feira

Há duas agendas importantes no dia: a prévia da inflação oficial e o discurso de Jerome Powell

Após uma semana entre altas e baixas, a sexta-feira não apresenta um sinal claro para o investidor em relação ao que aguarda a bolsa de valores nesta sexta-feira (25).

O que se sabe, com certeza, é que na sessão de ontem o Ibovespa teve queda de quase 1%, movimento que devolveu parte dos ganhos registrados na sessão anterior. O mês de agosto tem sido marcado por movimentos de baixa, o que leva a uma desvalorização da bolsa superior a 4%. No ano, as altas chegam a 6,64%.

Agenda do dia

Hoje dois fatos podem influenciar nos negócios. Um é interno e trata-se da divulgação do IPCA-15 a partir das 9h. Elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ele é considerado uma prévia da inflação no País.

O segundo fato é externo. Por volta das 11h haverá o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) no Simpósio de Jackson Hole.

O mercado, como sempre, estará de olho no que ocorreu na Ásia.

Fechamento das bolsas asiáticas

Os mercados acionários da Ásia registraram queda nesta sexta-feira. Depois da fraqueza vista na véspera nas bolsas de Nova York, o pregão também foi negativo no continente, com expectativa por novos sinais da política monetária no simpósio em Jackson Hole, que terá hoje discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. Além disso, notícias de eventuais estímulos econômicos da China seguiam como foco importante.

Bolsa de Xangai

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,59%, em 3.064,07 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,50%, a 1.969,36 pontos.

Na avaliação do Goldman Sachs, medidas de relaxamento de Pequim ainda não foram robustas o suficiente para se contrapor a riscos de baixa no mercado imobiliário nem para estabilizar a confiança do consumidor e dos investidores.

No noticiário, a Reuters reportou, a partir de fontes, que pode haver um corte de até 50% na tarifa atual sobre negociações domésticas no mercado acionário, para estimular as transações.

Nesta sexta, ações ligadas a softwares e hardwares estiveram entre as baixas. Já o setor imobiliário subiu, com a notícia de que a China reduziu exigências em nível nacional para hipotecas, o que dará a mais compradores condições favoráveis de financiamento. Poly Developments & Holdings subiu 3,0% e China Vanke, 3,1%.

Índice Nikkei

Em Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 2,05%, a 31.624,28 pontos. A cautela com os sinais do Fed foi mencionada, antes da fala de Powell. O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Kazuo Endo, deve falar em painel no sábado (26) no Simpósio de Jackson Hole. Entre as ações, Tokyo Electron registrou baixa de 5,9%, com ações do setor de eletrônicos entre as mais pressionadas.

Bolsa de Hong Kong

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,40%, a 17.956,38 pontos, terminando na mínima do dia. Papéis ligados ao consumo e de tecnologia estiveram entre as quedas, com Alibaba em baixa de 2,3% e Netease, de 6,7%. Já a chinesa Country Garden Holdings avançou 5,35%, no setor imobiliário. Em Taiwan, o índice Taiex registrou baixa de 1,72%, a 16.481,58 pontos.

Índice Kospi

Na Coreia do Sul, o índice Kospi teve queda de 0,73%, a 2.519,14 pontos, em Seul. Ainda assim, a bolsa sul-coreana subiu 0,6% na semana, depois de cinco semanas consecutivas de perdas. Houve realização de lucros hoje com ações de internet e semicondutores. SK Hynix caiu 3,6%, após altas recentes.

E na Oceania?

Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,93%, a 7.115,20 pontos. Com isso, o mercado acionário australiano confirmou a segunda baixa semanal seguida. Bancos estiveram entre as quedas hoje, e mineradoras também caíram.

Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo