Dólar permanece como moeda global de reserva, diz presidente do BC dos EUA

Jerome Powell citou entre os fatores a profundidade dos mercados de capitais americanos

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, reiterou nesta quarta-feira (21) a expectativa de que o dólar deve seguir como a moeda de reserva global enquanto os Estados Unidos mantiverem a posição de dominância na economia mundial.

Em audiência na Câmara dos Representantes, Powell ressaltou que a primazia da divisa americana é apoiada por uma série de fatores, entre eles o Estado de Direito nos EUA, a força das instituições democráticas e a profundidade dos mercados de capitais americanos.

O banqueiro central também reforçou que o tema das mudanças climáticas deve ser endereçado por políticos eleitos. Segundo ele, a instituição também dispõe de instrumentos limitados para lidar com desigualdades socioeconômicas.

Stablecoins

O presidente do Federal Reserve afirmou ainda que considera as stablecoins “uma forma de dinheiro”. Nesse contexto, argumentou que seria um erro que o Fed não tenha um “papel forte” na regulação do instrumento.

Em outro momento das questões feitas por deputados, ele comentou que o dólar deve seguir como moeda de reserva global, como consequência da força da economia dos EUA.

Redução de balanço

Powell ainda afirmou que a instituição está concentrada em reduzir seu balanço. Durante a audiência em comitê da Câmara dos Representantes, ele argumentou que esse recuo no balanço ocorrerá agora em ritmo mais rápido do que em processo similar anterior.

Powell disse ser “importante” que o balanço do Fed não cresça sempre, a cada ciclo econômico. A intenção é que ele diminua, mas que as reservas do BC americano sigam “abundantes”, como um colchão para eventuais necessidades.

Em outro momento da audiência, o presidente do Fed disse que os bancos dos EUA têm sido “extremamente bem-sucedidos”, mesmo com elevações nos níveis de capital nos últimos anos. Ele considerou que os níveis de capital dos bancos não têm efeito na política monetária de curto prazo.