Desemprego no Brasil cai para 9,3% em 2022, menor taxa desde 2015

Taxa de desemprego cai para 9,3% e é a menor desde 2015; índice de informalidade também registra queda de 0,5 p.p.

A taxa de desemprego no país caiu para 7,9% no 4º trimestre de 2022 e, com isso, fechou o ano em 9,3%, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa anual de 9,3% foi a mais baixa desde 2015, quando tinha sido de 8,6%. Em 2021, foi de 13,2%.

O resultado do último trimestre do ano ficou abaixo do verificado no 3º trimestre (8,7%) e abaixo do resultado de igual período de 2021 (11,11%). No trimestre encerrado em novembro, a taxa estava em 8,1%.

O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 26 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 7,9% no quarto trimestre. O intervalo das projeções ia de 7,8% a 8,5%.

A taxa anual de 9,3% em 2022 ficou abaixo da previsão do Valor Data, que era de 9,5%. O intervalo das projeções ia de 9,1% a 9,6%.

Alta no número de empregos com carteira de trabalho

Ainda de acordo com a Pnad Contínua, em média 10 milhões de brasileiros ficaram desocupados em 2022, com queda de 3,9 milhões em relação a 2021. Contudo, o IBGE afirma que o número de pessoas a procura de um emprego formal é 46,4% mais alto do que em 2014.

O número de pessoas empregadas com a carteira de trabalho aumentou em 9,2% e atingiu 35,9 milhões de brasileiros. Esse patamar consolida a reversão da tendência sinalizada em 2021.

Taxa de informalidade apresenta recuo

Vagas de empregados sem a carteira de trabalho, porém, também registraram aumento em relação ao ano passado. O número de brasileiros que tem empregos fora do regime de CLT foi de 11,2 milhões, em 2021, para 12,9 milhões.

A regressão foi observada na taxa média anual de informalidade. Conforme a Pnad, o índice teve recuo de 0,5 p.p., de 40,1% em 2021 para 39,6% em 2022.

Dentre setores que cresceram na força efetiva de pessoas ocupadas na comparação anual, o IBGE destaca serviços; alojamento e alimentação; comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; indústria; transporte, armazenagem e correio; administração pública, defesa, seguridade, educação, saúde humana e serviços sociais.

O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único a registrar queda no número de pessoas ocupadas em relação a 2021.