28,5% dos credores da BRK e da Portocred ainda não solicitaram o pagamento da garantia ao FGC

Pagamento aos clientes das duas instituições, liquidadas pelo Banco Central, foi iniciado em março; valores já pagos aos credores são superiores a R$ 1,65 bilhão

Cerca de 28,5% dos credores das instituições financeiras BRK e Portocred, liquidadas extrajudicialmente pelo Banco Central em fevereiro, ainda não solicitaram o pagamento da garantia ordinária ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Depositantes e liquidantes de ambas as instituições podem, desde março, iniciar o processo de solicitação do pagamento pelo aplicativo do FGC. Até esta segunda-feira (10) de manhã, já havia sido pago mais de R$ 1,65 bilhão, a cerca de 36 mil credores das duas instituições.

O pagamento das garantias é realizado após o credor assinar o termo no app, com o depósito feito na conta informada e de titularidade do credor, por meio de uma TED (Transferência Eletrônica Disponível). A segurança do processo é garantida pela exigência de assinatura digital e, também, pelo uso da biometria.

A BRK Financeira tem base estimada de 45 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 1,7 bilhão.

Já a Portocred tem base estimada de 13 mil credores com depósitos elegíveis, que somam R$ 507 milhões.

O FGC orienta investidores e depositantes que ainda não finalizaram o cadastro a checar o aplicativo de mensagens do smartphone para receber via SMS o código para validação da criação de usuário e senha.

O FGC oferece garantia ordinária de até R$ 250 mil para investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI e LCA, para cada CPF ou CNPJ, por instituição financeira associada ou conglomerado financeiro. Há um teto de R$ 1 milhão, a cada período de quatro anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

O FGC alerta para possíveis tentativas de golpe envolvendo o pagamento de garantia. Os canais oficiais de atendimento envolvem o app do FGC, telefone, e-mail e redes sociais. Nenhum contato é feito por meio do WhatsApp, e ninguém está autorizado a oferecer este tipo de serviço ou operação em nome do FGC.

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