Como surgiu o dinheiro: a invenção genial que ninguém idealizou

Moedas e cédulas surgiram para atender necessidades do mercado

Você já teve curiosidade de saber como surgiu o dinheiro? Já se perguntou quem é o gênio por trás dessa invenção?

Ainda que você nunca tenha pensado nisso, é possível que a pergunta tenha despertado a sua curiosidade.

Não precisa dar um Google, não. Temos aqui um resumo dessa história. Confira!

Como surgiu o dinheiro: do escambo às moedas de ouro

Então você acha que dinheiro é coisa do passado?

Errado não está, viu? Isso porque as primeiras moedas parecidas com as que temos hoje surgiram no século VII antes de Cristo. Bota passado nisso, não é?

De verdade, faz muito, muito tempo.

Antes delas, o comércio era feito por escambo, como lembra o Banco Central. Talvez você se lembre desse termo que aprendemos na escola. Significa troca de mercadorias. Ou seja, quem tivesse batata sobrando, por exemplo, e precisasse de couve poderia trocar o excedente com que tivesse couve. E vice-versa. Apenas para exemplificar, ok?

No início da produção, as moedas eram feitas à mão, de forma bem rudimentar. Por isso, não era iguais umas às outras, ainda que tivessem um certo padrão.

Mas tem um detalhe interessante: elas eram feitas em ouro e prata. Sabe aquela expressão “vale quanto pesa”? Então, era exatamente assim.

As moedas tinham o valor comercial do metal utilizado na sua produção.

Já pensou como seria pagar suas contas com ouro? Pois é. E você achando que pagar com PIX é um luxo, hein?

Brincadeiras à parte, durante muitos séculos foram as moedas foram mesmo cunhadas em ouro, prata e cobre.

E sabe quando isso mudou? Acredite ou não: apenas no final do século passado!

Só então é que as moedas passaram a ser produzidas com ligas metálicas. Com isso, elas deixaram de “valer o quanto pesavam” para ter um valor de face.

Ou seja, deixaram de ter um valor intrínseco (do próprio metal de que eram feitas) e passaram a ter um valor representativo. Uma moeda de 1 real, por exemplo, vale 1 real porque representa 1 real e não porque seu metal vale isso. Não é?

Como surgiu o papel moeda

O papel moeda também surgiu de uma forma curiosa. Na Idade Média, as pessoas costumavam deixar suas quantidades de ouro e prata com os chamados ourives. Como garantia, os ourives entregavam recibos.

Com o tempo, porém, em vez de buscar de volta o ouro e a prata para fazer pagamentos, as pessoas começaram a usar o próprio recibo para trocar por mercadorias.

Agora ficou fácil imaginar o que aconteceu, certo? Esses recibos começaram a circular de mão em mão e deram origem ao papel-moeda.

As primeiras cédulas mesmo foram emitidas em 1810. E olha que detalhe interessante: seu valor era escrito à mão!

Dependendo da sua idade, deve se lembrar dos talões de cheques, que praticamente caíram em desuso com tantas formas de pagamento eletrônico que temos à disposição. Era mais ou menos a mesma lógica.

Dinheiro: a ideia genial que não tem dono

Pois é, pode ser decepcionante, mas o fato é que o dinheiro não foi inventado por alguém genial que conseguiu prever as necessidades do mercado.

Ele simplesmente foi se transformando para atender essas necessidades até tomar a forma que conhecemos hoje.

Isso porque, claro, com o tempo, a produção de papel moeda evoluiu e foi se padronizando até que os governos passaram a se responsabilizar por ela.

Hoje em dia, cada país tem seu próprio banco central que é responsável pela emissão do dinheiro em moeda e cédula.

O próprio papel moeda passou por muitas inovações ao longo do tempo, principalmente para garantir autenticidade e durabilidade.

Como surgiu o dinheiro no Brasil

As primeiras moedas cunhadas no Brasil surgiram durante o domínio holandês no nordeste (1630-1654), de acordo com o Banco Central.

Eram os florins e os soldos, que tinham a marca da Companhia de Comércio da Índias Ocidentais de um lado e palavra “Brasil” de outro.

Em 1694, D. Pedro II, que era rei de Portugal, criou a primeira Casa da Moeda do Brasil, em Salvador, na Bahia.

Anos depois, porém, em 1699, ela foi transferida para o Rio de Janeiro. A história não parou por aí porque em 1700 ela transferiu-se mais uma vez, agora para Recife, em Pernambuco. Fim da história? Nada: três anos depois ela retornou à capital fluminense.

As primeiras cédulas foram emitidas no país em 1810. Em 1835, no entanto, para uniformizar as notas e evitar falsificações, todo dinheiro emitido no Brasil foi substituído por cédulas do Tesouro Nacional que eram fabricadas por Perkins, Bacon & Petch, na Inglaterra.

Também segundo o BC, foi a primeira vez que o Tesouro Nacional assumiu o monopólio das emissões.

Quantas cédulas estão em circulação?

Hoje em dia, há 7.351.995.410 cédulas de reais em circulação que somam R$ 317.005.260.134.

E moedas? Vamos lá! Temos nada menos do que 29.834.635.067 circulando por aí. Somadas, elas representam R$ 7.950.613.890,99. Um dinheirão, não é?