Conjunção favorável pode fazer do bitcoin o investimento de 2024, afirmam gestores; assista o vídeo

Confira entrevista exclusiva com Pedro Lapenta, da Hashdex, e Alexandre Ludolf, da QR Asset

Uma conjunção planetária, com aspectos bastante positivos, pode fazer do bitcoin o investimento do ano em 2024. Essa é a aposta dos investidores profissionais, especializados em criptomoedas.

Aliás, é exatamente com esse espírito que duas das principais gestoras do ramo, a carioca Hashdex e a paulistana QR capital, iniciam o ciclo de janeiro. Depois de um 2023 bom para os entusiastas de bitcoin, a esperança é de um 2024 ainda melhor.

Confira a entrevista completa feita no fim de 2023 abaixo:

“O ano promete muito nessa área”, afirma Alexandre Ludolf, sócio da QR Asset. “Eu acho que este será o ano do bitcoin. Tem muita coisa bacana acontecendo. A gente está carimbando essa nova fase”, afirma Pedro Lapenta. Ele lidera a área de pesquisas da Hashdex.

Os dois especialistas foram entrevistados sobre as perspectivas para as criptomoedas em 2024. Falaram sobre um ano que começou promissor. Mas que ficou difícil e acabou como de consagração para o bitcoin.

O que pode fazer o bitcoin subir em 2024

Como quase tudo que envolve as criptomoedas, o entusiasmo em torno da valorização do bitcoin em 2024 está ancorado em expectativas.

A maior delas envolve a provação do primeiro ETF de bitcoin à vista nos Estados Unidos. Quinze projetos estão na fila. Esperam pela aprovação da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários americana. Os analistas contam com uma aprovação no primeiro trimestre de 2024. Mas, para isso, é preciso combinar antes o jogo com o órgão regulador.

“Mas, a gente tem aí 13, 15 gestoras pedindo a aplicação de produtos de bitcoin spot. E você está falando da Fidelity, que seria o Itaú dos Estados Unidos, a BlackRock, maior asset management por ativos do mundo. São empresas que têm um track record muito grande de sucesso com essas aplicações de pedido de registro”, acredita Alexandre Ludolf.

Assim, o único fato concreto e com potencial de mexer nos ponteiros de valorização dos criptoativos é o halving do bitcoin.

Esse é o mecanismo responsável por, de quatro em quatro anos, reduzir em 50% a emissão de novos bitcoins. Assim, mitigando os possíveis efeitos inflacionários de um grande volume em circulação da criptomoeda.

Dessa forma, ao reduzir a oferta, o fenômeno tende a valorizar o preço do ativo.

Ano de superação para as criptomoedas

Após quase um ano andando de lado, sem quase nenhuma emoção para os investidores (com exceção dos recorrentes incidentes policiais, como o julgamento de Sam Bankman-Fried, ex-CEO da FTX), o mercado cripto pegou uma rampa de valorização em outubro, superou a marca de US$ 40 mil e, com a oscilação típica de setor, vai se sustentando nesse patamar até o começo de janeiro.

A principal criptomoeda iniciou o ano no patamar de US$ 16 mil, foi subindo no primeiro trimestre até alcançar 30 mil dólares em abril, com a crise dos bancos médios dos Estados Unidos. A cripto mais importante do setor manteve-se assim, mais ou menos nessa cotação até outubro.

Tudo mudou quando Larry Fink, CEO da gigante BlackRock, disse ao canal americano Fox Business que o bitcoin seria um “fly to quality”, em função dos problemas globais, como por exemplo a guerra de Israel contra o Hammas.

“Vindo de uma pessoa como o Larry Fink, isso na verdade coroou um ano de recuperação muito forte (do bitcoin)”, afirma Pedro Lapenta.

Mercado volta a balançar com rumores

Mas, um bom sinal de que a vida não é fácil para o investidor de bitcoin, foi o que aconteceu nesta quarta-feira (3). A principal criptomeda do mercado afundou mais de 10% em duas horas após rumores de que a SEC, veja vocês, não deve aprovar os ETFs à vista da criptomoeda em janeiro.

Em relatório, o analista Markus Thielen, da Matrixport, disse que embora tenham ocorrido recentes reuniões entre gestores e membros da SEC para discutir o assunto, os pedidos ainda não estão de acordo com as exigências da SEC.

“O presidente da SEC, Garry Gensler, não está adotando criptomoedas nos EUA, e pode até ser muito improvável esperar que ele vote para aprovar ETFs à vista de Bitcoin”, escreveu Thielen.

Com isso, US$ 400 milhões em posições compradas de BTC em exchanges de derivativos foram liquidadas no começo da manhã de quarta, segundo dados da CoinDesk, que monitora o setor.

“Eu realmente acredito no mercado para 2024, mas espero por uma forte realização de lucros no começo do ano”, afirma Guilherme Prado, gerente de expansão regional da exchange Bybit, sediada em Dubai.

“Se a SEC não aprovar o ETF de bitcoin à vista em janeiro, eu espero por essa queda”, diz ele, que acredita no ativo, sem o ETF, em um patamar sustentável de US$ 30 mil.