BB (BBAS3) impressiona com 2° tri e promete manter dividendos; analistas dobram aposta

Itaú BBA, BTG Pactual e Bank of American reforçaram recomendação de compra para as ações

O Banco do Brasil (BBAS3) renovava o otimismo de investidores, com analistas ampliando a visão positiva para as ações após o banco ter publicado um vigoroso resultado do segundo trimestre e elevado projeções de crescimento para 2023.

Nesta quinta-feira, a ação do BB negociada na B3 fechou com valorização de 0,51%. O Ibovespa, principal índice de referência do mercado acionário doméstico, recuou 0,05%.

Na noite de quarta-feira, o BB anunciou que seu lucro de abril a junho somou R$ 8,8 bilhões, alta de 11,7% ante mesmo período do ano anterior.

O banco também elevou sua previsão de crescimento da carteira de crédito, de 8% a 12% para 9% a 13%.

Mais crédito

Porém, a própria instituição admitiu que sua projeção revisada é conservadora, uma vez que até junho seus empréstimos já tinham aumentado 15,3% ante a primeira metade de 2022.

Além disso, com o corte da taxa básica de juros na semana passada, de 13,75% para 13,25% ao ano, e a indicação do Banco Central de que novas reduções devem acontecer nos próximos meses, o cenário para expansão do crédito melhora, pontuaram executivos do BB.

“Podemos atingir o topo da nova previsão, ou mesmo superar”, disse a jornalistas o vice-presidente de gestão financeira do banco, Marco Geovanne da Silva.

No agronegócio, segmento no qual o BB é lidér, a carteira cresceu 22,7% em 12 meses até junho, e a expectativa é de manter o ritmo.

A previsão revisada para esta linha é de expansão máxima de 18%.

O banco também elevou a previsão de empréstimos para empresas no acumulado do ano, para no máximo 12%, mas o segmento já fez alta de 13,5% no primeiro semestre.

Repercussão

Em relatórios, analistas já começaram a prever que o bom momento do BB deve se prolongar até 2024.
BTG Pactual, Itaú BBA e Bank of America foram algumas das casas de análise que conservaram recomendações de compra para os papéis do BB.

“Embora sintamos que estamos chegando perto do pico de ganhos, é difícil sermos críticos em relação a um banco que oferece ROE (rentabilidade sobre o patrimônio) acima de 20% e o preço da ação segue atrativo”, afirmou a equipe do BTG Pactual liderada por Eduarda Rosman.

“Como resultado, continuamos a gostar do risco-retorno e reiteramos nossa classificação de compra”, acrescentou o relatório.

Itaú BBA e BofA

Já o Itaú BBA previu que os lucros do BB no segundo semestre devem vir ainda melhores do que os da primeira metade do ano.

“Também ganhamos confiança extra em nossas visões para 2024”, acrescentou a equipe do BBA liderada por Pedro Leduc, que também manteve recomendação de compra para a ação do BB.

O BofA afirmou que o balanço do BB aponta tendências positivas, com crescimento de empréstimos mais forte e maior resiliência de margens financeiras, o que “sugerem melhor geração de receita no futuro”.
O Bank of America também conservou a recomendação de compra para BBAS3.

Remuneração

Ainda, os executivos do BB sinalizaram que a instituição manterá sua política de remuneração, que tem sido de distribuir o equivalente a 40% do lucro na forma de dividendos e juros sobre o capital próprio.

“Vamos manter o payout”, disse Silva, do BB.

O temor de mudanças na política de remuneração pelo banco tem sido um dos fatores que pesaram nas ações da instituição recentemente.

Ainda assim, BBAS3 acumula valorização de cerca de 40% em 2023.