Bolsas dos EUA sobem antes de Powell e com teto da dívida no radar

Há expectativa por comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre sinalizações para a política de juros

As bolsas de Nova York sobem na manhã desta sexta-feira (19), ainda beneficiados pelo otimismo advindo do andamento das negociações sobre o teto da dívida dos EUA.

Além disso, há expectativa entre investidores por comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que devem trazer novas sinalizações sobre os próximos passos da entidade.

Índices de NY

Às 10h55 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,19%.

O S&P avançava 0,31%.

O Nasdaq subia 0,13%.

Papéis da Occidental ganhavam 1,32% depois que a Berkshire Hathaway, comandada por Warren Buffett, comprou quase 3,5 milhões de ações no valor de cerca de US$ 200 milhões.

Teto da dívida

Analistas da Beacon Policy Advisors ficaram entusiasmados com o esfriamento da retórica sobre o teto da dívida e o alto escalão das pessoas que lideram as negociações, escrevendo em uma nota que isso sinalizava uma ânsia de ambos os lados em chegar a um acordo.

“Entre agora e a data de início potencial de default, as negociações do teto da dívida podem não ter um progresso linear. Pode haver contratempos e diferenças irreconciliáveis que não serão resolvidas até o último minuto, quando os mercados começarem a fazer mais barulho”, ponderam os analistas.

Na quinta, o presidente da Câmara dos EUA, o republicano Kevin McCarthy, disse que a Casa pode votar um acordo sobre o aumento do teto da dívida já na próxima semana.

Política monetária em foco

Nesta sexta, a atenção dos investidores também se voltará no que concerne à política monetária americana. Powell participa de debate com o ex-presidente do Fed, Ben Bernanke, sobre política monetária às 12h.

O BMO acredita que o painel de discussão entre os dois “certamente desencadeará manchetes que potencialmente podem movimentar o mercado”.

“Nossas expectativas são de uma discussão de alto nível que evite qualquer revelação sobre se a reunião de junho renderá um aumento. Embora continuemos a ver a mudança de maio como a última do ciclo, certamente simpatizamos com os esforços de Powell para introduzir um certo grau de simetria no nível atual das taxas de juros”, diz o BMO.

Se o líder do BC não declarar explicitamente sua preferência por manter em vez de subir em junho, ainda há capacidade para a probabilidade de uma alta no próximo mês aumentar em relação às chances atuais de cerca 35% para algo mais próximo de 50% ou além.

Chances de aumento da taxa de juros

Nesta manhã, monitoramento do CME Group mostrava 64,4% de chances embutidas de manutenção da taxa de juros, na faixa de 5,0% e 5,25%, na próxima reunião. Já a probabilidade de alta de 0,25 ponto porcentual estava em 35,6%.

“Embora o aperto monetário tenha sido um empecilho para as ações no ano passado, não acreditamos que o fim dos aumentos de juros signifique que o mercado de ações está pronto para grandes ganhos”, ressalta a Capital Economics.