Bolsas da Europa fecham em alta após payroll dos EUA e balanços fortes

O Bando Central Europeu elevou ontem os juros em 25 pontos base, seguindo decisão do Federal Reserve (Fed)

As bolsas europeias fecharam em alta robusta nesta sexta-feira (5), intensificada pelo relatório de empregos dos EUA – conhecido como payroll – forte em abril. Balanços de empresas da região também vieram positivos e apoiaram a busca por risco no velho continente.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,08%, a 465,31 pontos.

O DAX, da bolsa de Frankfurt, avançou 1,44%, a 15.961,02 pontos, apoiado principalmente pelo salto de 8,90% da Adidas, na esteira de resultados acima do esperado no primeiro trimestre.

Já o londrino FTSE 100 avançou 0,98%, a 7.778,38 pontos. Por lá, ações de mineradoras – como BHP (+3,98%) e Antofagasta (+3,52%) – e bancos – com destaque ao Barclays (+3,37%) – puxaram os ganhos. Após balanço, a IAG subiu 2,31% e também apoiou o bom desempenho da bolsa de Londres.

Por fim, em Paris, o CAC 40 subiu 1,26%, a 7.432,93 pontos. A recuperação da Renault (+4,48%), após forte queda esta semana, liderou as altas. Bancos como o BNP Paribas e o Société Générale valorizaram em torno de 3%.

Indicadores econômicos

No cenário macroeconômico, investidores voltaram a tomar risco após uma semana de cautela em meio aos temores pela saúde do setor bancário americano e os aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE).

A leitura acima do esperado do payroll americano de abril também animou o mercado. “Os mercados estão interpretando este payroll como um sinal claro da força econômica dos EUA, o que aumentará os ganhos das empresas, mesmo com o potencial de aumentos nas taxas de juros”, escreve o analista do IG Chris Beauchamp.

Na zona do euro, a queda de 1,2% das vendas no varejo em março ante fevereiro foi deixada em segundo plano. Analistas esperavam estabilidade do indicador.

Franziska Palmas, economista-sênior para Europa da Capital Economics, diz que a fraqueza econômica da região vista em indicadores recentes deve repercutir em um juro final de 3,75% do BCE. Antes, a casa previa pico de 4% da taxa de depósitos, principal juro básico da entidade.