Com varejo e commodities em baixa, Ibovespa cai 0,74%; dólar sobe a R$ 4,90

Ibovespa desce e dólar sobe com mercado atento a indicadores de inflação e discussão sobre desoneração da folha de pagamentos no Congresso

A bolsa de valores hoje voltou a cair, depois de fechar o pregão anterior em alta e animar os investidores quanto a uma retomada dos ativos de risco. Nesta terça-feira (9), os juros futuros locais subiram, interrompendo a alta da bolsa, enquanto o dólar avançou.

Assim, o Ibovespa fechou em queda de 0,74%, a 131.446,59 pontos. No pregão anterior (8/1), o Ibovespa subiu 0,31% e o dólar caiu com o varejo puxando as altas, apesar as quedas do setor de commodities.

Nesta terça as ações ligadas a materiais básicos continuaram em queda, enquanto as varejistas passaram ao campo negativo, o que ajudou a derrubar a bolsa de valores hoje.

Isso porque os juros futuros no Brasil avançaram pela sétima sessão consecutiva, novamente contrariando o movimento das taxas americanas, segundo o Estadão Conteúdo.

Dólar hoje

Anteriormente, o dólar havia fechado em alta de 0,74%, a R$ 4,9061.

Da mesma maneira, a moeda norte-americana subiu no cenário externo. O DXY, que mede o desempenho do dólar ante a outras moedas fortes, avançou 0,33%, a 102,57 pontos.

Ações em alta

Veja os papéis que mais subiram na bolsa de valores hoje.

  • Sequoia (SEQL3) +10,53%
  • Zamp (ZAMP3) +9,26%
  • Gafisa (GFSA3) +8,53%
  • Locaweb (LWSA3) +5,52%
  • Recrusul (RCSL4) +5,00%

Ações em baixa

Saiba quais ações registraram as piores quedas no pregão.

  • Banco Pine (PINE4) -9,68%
  • Tenda (TEND3) -8,17%
  • Intelbras (INTB3) -5,45%
  • Aço Altona (EALT3) -5,26%
  • Gerdau (GGBR4) -5,22%

Os rankings de ações em alta e em baixa contemplam papéis com volume superior a R$ 1 milhão no dia. As cotações foram apuradas às 18h07, depois do fechamento, mas podem ter atualizações.

Bolsas mundiais: Nova York

As Bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta sessão, depois dos fortes ganhos de ontem. Os mercados estão em compasso de espera pela publicação de dados de inflação nos EUA, enquanto ajustam apostas sobre quando começará o ciclo de cortes de juros no país.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,42%, aos 37.525,16 pontos; o S&P 500 recuou 0,15%, aos 4.756,50 pontos; e o Nasdaq subiu 0,09%, aos 14.857,71 pontos.

Europa

As bolsas da Europa fecharam em queda diante de um quadro de crescente incerteza sobre a capacidade das principais economias da região de alcançarem um pouso suave, fenômeno no qual a inflação é controlada sem induzir contração à atividade. As informações são do Estadão Conteúdo.

Neste cenário, o índice DAX, de Frankfurt, caiu 0,17%, aos 16.688,36 pontos. O índice CAC 40, de Paris, caiu 0,32%, aos 7.426,62 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,13%, aos 7.683,96 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, baixou 0,53%, aos 30.408,78 pontos. O Ibex 35, de Madri, caiu 1,46%, aos 10.060,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 baixou 0,27%, aos 6.461,02 pontos.

As cotações são definitivas.

Perspectiva ainda positiva para o Ibovespa

Segundo Fabio Perina, estrategista de ações do Itaú BBA, o Ibovespa deu alguns sinais no último pregão de que pode superar os 133.600 pontos. “As small caps voltaram a ganhar tração no curto prazo e já retomaram o movimento de alta a caminho da máxima de dezembro”.

A expectativa do especialista é que o principal índice da bolsa ganhe tração para buscar a máxima de dezembro, em 134.400 pontos, e os próximos objetivos, de 137.000 e 150.000 pontos.

Por outro lado, da baixa “o índice permanece com o suporte da última semana, em 130.700 pontos. Se voltar a cair e perder essa região, encontraremos o suporte em 126.400, antes dos 124.800 pontos – patamar que mantém o índice em tendência altista”, diz o estrategista.

Além do Itaú BBA, o JPMorgan também está otimista com os ativos de risco brasileiros. Nesse sentido, o banco diz que o país tem condição privilegiada entre os emergentes em 2024.

Exterior

A bolsa de valores foi impactada pelos juros futuros dos EUA, que subiram neste pregão. Ao longo da semana, os índices de inflação globais também devem impactar os ativos de risco por aqui. Destaque para EUA, Brasil, Japão e China. O IPCA (índice de inflação do Brasil) de 2023 será divulgado na quinta (11).

Além disso, nesta semana começa a divulgação dos balanços das empresas da bolsa americana. Na segunda, o destaque em NY ficou por conta do setor de tecnologia, que teve a Nvidia subindo 5%.

Política local também deve impactar Ibovespa

No Brasil, as atenções seguirão voltadas ao fiscal, com a MP da desoneração em foco. A expectativa é que o texto seja discutido hoje entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e líderes. Porém, a decisão deve ficar apenas para fevereiro.

“Isso tende a trazer volatilidade, uma vez que a discussão em torno da necessidade de mudança de meta fiscal do governo esse ano voltou a pressionar os juros e gerar desconforto entre investidores na última sessão”, avalia a Guide.

Com informações do Estadão Conteúdo