Ações de bancos aprofundam perdas desde início da crise da Americanas (AMER3) e pressionam Ibovespa

Assim, entre o dia 12 e o fechamento de quinta-feira (26), Itaú ON recuou 3,33%, Santander units caiu 7,39%, Bradesco PN cedeu 8,18% e BTG Pactual units registrou perdas de 9,15%

As ações dos grandes bancos brasileiros ampliaram suas perdas na B3 desde que a Americanas (AMER3) comunicou ao mercado, no último dia 11, que havia encontrado ‘inconsistências contábeis’ no seu balanço. Desde então, a varejista e as maiores companhias do setor financeiro local, suas credoras, batalham na justiça para determinar responsabilidades.

O escândalo veio num momento em que os bancos, ainda que em medidas diferentes, já enfrentavam ceticismo dos investidores por conta de fatores microeconômicos, como o aumento da inadimplência, e macro, na medida em que discussões políticas de temas como reforma tributária, independência do Banco Central e o papel dos bancos públicos na concessão de crédito diminuem a visibilidade do setor.

Assim, entre o dia 12 e o fechamento de quinta-feira (26), Itaú ON recuou 3,33%, Santander units caiu 7,39%, Bradesco PN cedeu 8,18% e BTG Pactual units registrou perdas de 9,15%. A exceção foi Banco do Brasil ON, que subiu 13,49% no período conforme investidores leram as primeiras indicações da nova gestão, como payout (política de dividendos) e montagem da equipe, como positivas.

Na sessão desta sexta-feira (27), o setor acompanha o movimento negativo do Ibovespa e volta a apontar para o campo negativo. Perto de 14h30, enquanto o índice cedia 1,47%, aos 112.494 pontos, Itaú PN caía 1,85%, Bradesco PN recuava 2,26%, Santander units tinha queda de 0,63%, Banco do Brasil ON piorava 1,40% e BTG Pactual units cedia 1,62%.