Games, metaverso e entretenimento: o que explica o boom do mercado nerd

Não entre em pânico e pegue a sua toalha. Estamos embarcando na economia geek

Ações de desenvolvedores de games: quem são, como investir, quais riscos para o investidor
– Ilustração: Renata Miwa

O Dia da Toalha, celebrado em 25 de maio em associação à estreia da saga Star Wars, lançou um sabre de luz sobre um mercado que não para de crescer: o do consumo nerd. Mas embora o Dia do Orgulho Nerd (como também é chamada a data) e as celebrações que marcaram o mês tenham ficado para trás, o boom do segmento continua a avançar. Por isso, não entre em pânico, pois os próximos parágrafos vão levá-lo a uma viagem intergaláctica ao mundo geek e a como ele se insere no universo dos investimentos. Preparados?

Transformação digital e o boom na pandemia

Não existe mais um mundo sem tecnologia e quem é nerd já vive a imersão tecnológica há muito tempo. No início dos anos 2000, a popularização dos jogos de simulação (também conhecidos como RPGs online) já mostrava o que vinha por aí.

Com a pandemia, veio o isolamento e a necessidade de encontrar novas formas de entretenimento. Cancelamentos de eventos com grandes públicos, salas de cinema fechadas, shows adiados e a convivência restrita levaram ao mundo das telas quem ainda custava a aceitar a diversão digital.

Um dos grandes exemplos da integração entre o mundo real e o tecnológico pode ter acontecido no início de 2020. O mundo vivia o primeiro mês da pandemia quando mais de 12 milhões de pessoas se reuniam no ambiente virtual do jogo Fortnite para assistir à apresentação do avatar de Travis Scott.
A retransmissão no YouTube e na Twitch angariou mais 2 milhões de visualizações para o espetáculo digital.

A escalada do mercado gamer

Se um dia os jogos de videogame foram considerados brincadeira de criança, a ideia ficou no passado. Nos últimos anos, o crescimento desse mercado foi exponencial e a expectativa é de que sua evolução não pare. Segundo a Newzoo, consultoria especializada em dados de eSports, o setor deve superar a receita de US$ 200 bilhões até 2023.

Mas, de onde vem esse lucro? O universo gamer é considerado uma realidade independente e, por lá, os jogadores também são consumidores. Além das assinaturas e da própria compra dos jogos, os ativos dentro do metaverso gamer também movimentam a economia digital.

Tem entretenimento pra quem não joga?

Quem não se tornou gamer também viu a oferta de entretenimento digital crescer. Além do número cada vez maior de plataformas de streaming (hoje, praticamente todos os canais pagos contam com seu próprio aplicativo), a experiência também foi aprimorada.

Estreias simultâneas de títulos aguardados no cinema e nas plataformas, produções exclusivas de séries e filmes, especiais de sagas queridinhas são algumas das várias novidades para quem é do mundo do entretenimento visual.

De olho no consumo das novas gerações

Não precisa ser expert para entender que as novas gerações de consumidores são cada vez mais digitais e engajadas com o ambiente virtual. As grandes companhias entenderam esse movimento e os olhares estratégicos trazem novos – e milionários – mercados para o jogo dos investimentos.

Com cerca de 350 milhões de usuários ativos dentro do seu jogo mais popular, o Fortnite, a Epic Games entendeu que a experiência no metaverso do game podia ser cada vez mais imersiva.

Além das melhorias constantes da usabilidade para quem joga, o aspecto de rede social também foi expandido e os espaços de convivência dentro do jogo foram inaugurados com turnês virtuais de artistas reais, como a cantora Ariana Grande.

A Microsoft não ficou para trás. No início de 2022, a companhia anunciou a maior transação da história da indústria de games ao comprar a Activision Blizzard. O objetivo? Desenvolver cada vez mais a experiência do metaverso e dos games na empresa.

Quem joga quer ter estilo no metaverso. Pensando no público, marcas do mundo fashion como Louis Vitton e Gucci já existem dentro de jogos com coleções exclusivas de skins para os avatares dos jogadores.

A exclusividade fica ainda mais evidente com as peças sendo comercializadas como NFTs. E o consumo acontece de verdade. A versão digital da bolsa Dionysius, da Gucci, foi vendida pela bagatela de US$ 4.115 na plataforma Roblox, valor mais alto que o da versão física do produto.

O que acontecerá no futuro do metaverso?

A evolução tecnológica acontece de forma cada vez mais acelerada e não dá para prever o que vem por aí no mundo do entretenimento.

O certo é que as empresas entenderam o poder deste consumidor e as exigências de experiência. Diante disso, elas sabem que mais investimentos neste universo significam boas possibilidades de crescimento.

No lugar dos peixes, estão as oportunidades para todos os tipos de investidores (e nerds) neste mar aberto do mundo dos investimentos.

*Texto escrito por Emiliana Batista. Artigo originalmente publicado no feed de notícias do íon Itaú. Para ler este e outros conteúdos, acesse ou baixe o app agora mesmo.

A Inteligência Financeira é um canal jornalístico e este conteúdo não deve ser interpretado como uma recomendação de compra ou venda de investimentos. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, seus objetivos e mantenha-se sempre bem informado.


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