Ibovespa cai com questão fiscal no radar e exterior negativo

Índice voltava a ficar abaixo dos 100 mil pontos

A B3, Bolsa de Valores brasileira (Foto: Divulgação)

Em nova sessão volátil para os ativos de risco ao redor do globo, o Ibovespa se firmou no campo negativo nesta quarta-feira. Para além dos temores de recessão global, investidores locais analisam os ruídos políticos e fiscais que voltam a ganhar força em Brasília.

Às 13h, o índice local tinha queda de 0,89%, aos 99.697 pontos, tocando os 99.514 pontos na mínima intradiária e os 101.313 pontos na máxima. O volume financeiro negociado até aqui foi de R$ 6,9 bilhões, com projeção de alcançar um giro de R$ 16,1 bilhões ao final do dia. Lá fora, o S&P 500 cedia 0,06%, Dow Jones subia 0,26% e Nasdaq tinha queda de 0,05%.

No Brasil, em meio às negociações para tentar frear a alta nos preços dos combustíveis, investidores analisam a apresentação do parecer do senador Bezerra Coelho sobre a PEC 16. Bezerra Coelho confirmou nesta quarta-feira que decidiu elevar para R$ 38,75 bilhões o impacto fiscal da proposta, informação que havia sido adiantada pelo Valor. Todo o montante ficará fora do teto de gastos e não estará vinculado a nenhuma receita da União, o que foi uma demanda da equipe econômica.

E, no exterior, os presidentes dos BCs dos Estados Unidos, da Europa e da Inglaterra falaram em um painel sobre política monetária, no momento em que os maiores bancos centrais do mundo se encontram em um cenário de pressões inflacionárias elevadas e atividade econômica desacelerando.

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