Fortuna dos bilionários brasileiros encolhe US$ 14,9 bilhões em 2022

Atualmente, os nove integrantes da lista possuem uma fortuna de US$ 72,51 bilhões, uma queda de 17% em relação aos US$ 87,37 bilhões do fim de 2021

O trio da gestora 3G Capital também teve queda no patrimônio pessoal. Jorge Paulo Lemann deu adeus a US$ 2,4 bilhões — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Os bilionários brasileiros deram adeus a US$ 14,86 bilhões na primeira metade de 2022, de acordo com dados da Bloomberg Billionaires Index relativos ao dia 14 de junho. Atualmente, os nove integrantes da lista possuem uma fortuna de US$ 72,51 bilhões, uma queda de 17% em relação aos US$ 87,37 bilhões do fim de 2021.

Eduardo Saverin foi o que teve maior revés em seu patrimônio: sua fortuna caiu pela metade para US$ 9,12 bilhões. O motivo é o recuo 51,3% das ações da Meta, holding do Facebook, que ele fundou ao lado de Mark Zuckerberg.

Os papéis de tecnologia têm sofrido em um cenário de possível desaceleração econômica nos Estados Unidos, com investidores dando preferência a empresas de setores mais tradicionais, como energia — em especial, por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia. Não é por um acaso que a Apple perdeu o posto de companhia mais valiosa do mundo para gigante de petróleo Saudi Aramco.

O trio da gestora 3G Capital também teve queda no patrimônio pessoal. Jorge Paulo Lemann deu adeus a US$ 2,4 bilhões, Marcel Telles perdeu US$ 1,27 bilhão e Carlos Sicupira, US$ 1,24 bilhão. Na mesma linha, Jorge Moll e sua família — fundadores da Rede D’or São Luiz — tiveram uma baixa de US$ 1,79 bilhão no patrimônio.

Por outro lado, acionistas do Itaú Unibanco tiveram aumento na riqueza. É o caso de Pedro Moreira Salles (com alta de US$ 188 milhões), João Moreira Salles (+ US$ 278 milhões), Fernando Moreira Salles (+ US$ 253 milhões) e Walter Moreira Salles Jr (+ US$ 252 milhões).


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