Confiança empresarial recua em novembro com perspectiva de economia fraca, mostra FGV

Preocupação é com a desaceleração da atividade econômica com a persistência da inflação e a subida dos juros

O comércio teve a maior queda da confiança entre os setores na passagem de outubro para novembro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O ICE (Índice de Confiança Empresarial), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), caiu 3,3 pontos na passagem de outubro para novembro deste ano e chegou a 97 pontos – em uma escala de zero a 200. A baixa foi puxada pela piora na confiança dos empresários em relação ao presente e ao futuro. O Índice da Situação Atual recuou 2,5 pontos e chegou a 97 pontos. Já o Índice de Expectativas cedeu 4,5 pontos e atingiu 95,8 pontos.

“Destaca-se no resultado a queda expressiva do Índice de Expectativas, a maior desde março deste ano quando era grande o medo do impacto da segunda onda de covid-19 sobre a economia”, observa Aloisio Campelo Jr., economista da FGV. “Desta vez, a preocupação maior é a própria economia, em fase de desaceleração sob influência da inflação elevada e do aperto monetário que vem sendo conduzido pelo Banco Central para contê-la”, afirma.

O ICE consolida os índices de confiança empresariais medidos pela FGV em quatro áreas: indústria, construção, serviços e comércio. Os quatro segmentos tiveram queda na confiança entre outubro e novembro, sendo que o comércio caiu 6,2 pontos e chegou a 88 pontos, o patamar mais baixo entre os setores analisados.

A indústria teve a segunda maior queda (-3,1 pontos), mas continuou com o maior patamar entre os quatro segmentos (102,1 pontos) e foi o único a ficar acima de 100. A confiança dos serviços recuou 2,3 pontos, para 96,8, enquanto a construção cedeu 0,8 ponto, para 95,3 pontos.


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