Petrobras e mais 4 ações de ‘baixo risco’ para investir com a Selic a 10,50%, segundo a XP

Plataforma aponta que estratégia é útil para investidores que buscam maior proteção

Selic a 10,50%: hora de aversão ao risco? Esta é a pergunta que faz a XP em relatório assinado por Fernando Ferreira, Jennie Li e Júlia Aquino. Então, a plataforma lista cinco ações, entre elas a Petrobras, dentro de uma estratégia para investidores que buscam maior proteção.

Antes de tudo, os profissionais da XP avaliam que o Copom decidiu interromper o ciclo de corte de juros destacando no comunicado a incerteza no cenário macroeconômico global.

Já o panorama doméstico segue marcado por atividade econômica sólida, elevação das projeções de inflação e desancoragem das expectativas. Combinação que requer maior cautela na condução da política monetária.

Na sequência, o time anota que enquanto o Ibovespa cai cerca de 10% em 2024 as estratégias fatoriais da casa focadas em “Valor” (ações descontadas em relação ao histórico e aos pares) e “Qualidade” apresentam desempenho de 3,5% e 11,8%, respectivamente. Porém, o fator de “Baixo Risco” é o de maior destaque no ano até aqui, com salto de 26,8%.

Ações de baixo risco

Então, a XP explica que o fator de baixo risco pode ser definido como a tendência de ativos que tiveram menor volatilidade no passado para obter maiores retornos ajustados ao risco em relação a ativos com maior volatilidade.

“Espera-se que ações de baixo risco tenham retornos ajustados positivos no longo prazo, devido à sua natureza de menor volatilidade. No geral, esses fator deve apresentar um desempenho positivo em cenários mais pessimistas, com mercados voláteis e em baixa. Enquanto tendem a ter desempenho pior que o mercado quando ele está em alta”, escrevem os profissionais da XP.

“Portanto, essa estratégia é útil justamente quando investidores buscam maior proteção”, afirmam.

Finalmente, a XP elenca as ações de sua cobertura com as notas mais altas dentro do fator de baixo risco. São as seguintes: EcoRodovias (ECOR3), Petrobras (PETR4), Gerdau (GGBR4), M. Dias Branco (MDIA3) e Lojas Renner (LREN3).

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