Qual foi o título do Tesouro Direto preferido do brasileiro em maio? Spoiler: não foi de longo prazo

Tesouro Direto teve emissão líquida de R$ 1,90 bilhão e um incremento de 31 mil investidores no mês

O Tesouro Direto teve emissão líquida de R$ 1,90 bilhão em maio, conforme divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Esse número é, portanto, resultado da diferença entre as captações de R$ 5,08 bilhões e os resgates de R$ 3,18 bilhões. Ao todo, foram realizadas mais de 693 mil operações.

Com isso, o estoque do programa fechou o mês em R$ 139,6 bilhões. Isto é, uma alta de 2,3% em relação a abril (R$ 136,5 bilhões) e de 20,2% ante maio de 2023 (R$ 116,1 bilhões).

O número de investidores ativos do Tesouro, ou seja, pessoas que têm alguma aplicação no programa, atingiu a marca de 2.619.001 pessoas. Isso corresponde a um aumento de cerca de 31 mil investidores no mês.

IPCA+ x Selic

O título do Tesouro Direto que mais atraiu investidores foi o indexado à inflação (IPCA+) que totalizou R$ 2,56 bilhões em vendas e correspondeu a 50,4% do total. Os títulos indexados à taxa Selic somaram R$ 2,08 bilhões e corresponderam a 40,9% das vendas.

Já os títulos prefixados totalizaram R$ 439,6 milhões, e corresponderam a 8,7% do total. Os novos títulos disponibilizados, como o Tesouro RendA+, atingiram R$ 171,0 milhões em vendas, 3,4% do total. E o Tesouro Educa+, chegou a R$ 67,3 milhões em vendas, 1,3% do total.

Longo prazo na lanterna

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 56% do total no mês, enquanto o valor médio das operações foi de R$ 7.324,58. Em relação ao prazo, foram vendidos principalmente títulos com vencimentos entre um a cinco anos (59,4% do total). Seguidos por títulos com vencimentos acima de dez anos (31,1%) e títulos com vencimento entre cinco e dez anos (9,5%).

Levando em consideração o estoque, os títulos do Tesouro Direto com vencimento entre um e cinco anos foram os mais representativos (46,5%), seguidos por aqueles com vencimentos acima de cinco anos (30,7%) e até um ano (22,7%).

Por sua vez, os títulos remunerados por índices de preços foram os mais representativos do estoque, somando R$ 69,4 bilhões (49,7% do total), seguidos pelos títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 51,7 bilhões (37%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 18,5 bilhões (13,2%).

Com informações do Valor Econômico

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