Bitcoin (BTC) tem leve alta, mas se mantém na faixa dos US$ 16 mil com incertezas no setor

Na manhã desta segunda, o valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo era de US$ 843 bilhões

O bitcoin (BTC) e o ethereum (ETH) operam com leves ganhos nesta segunda-feira (19), mas sem força compradora o bastante para conseguirem se recuperar das perdas da semana passada, quando o temor de recessão nos Estados Unidos impactou negativamente todo o mercado de renda variável.

Os ruídos envolvendo empresas do setor de criptoativos também seguem no radar.

Perto das 10h09 (horário de Brasília) o bitcoin tem leve alta de 0,2% em 24 horas, cotado a US$ 16.755 e o ether, moeda digital da rede ethereum, tem ganhos de 0,5% a US$ 1.187, conforme dados do CoinGecko.

O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 843 bilhões. Em reais, o bitcoin se valoriza levemente em 0,17% a R$ 88.716 e o ether registra leve alta de 0,11% a R$ 6.282, de acordo com valores fornecidos pelo MB.

Segundo Rony Szuster, analista do MB, os últimos dias foram majoritariamente negativos para o mercado de criptoativos, mas os dados on-chain indicam continuidade do acúmulo de bitcoins por parte dos investidores de longo prazo, atingindo um valor bem próximo de 14 milhões de unidades do ativo.

Hack na rede da Solana

No noticiário específico, causou preocupação o hack do protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) Raydium na rede da Solana. “Aparentemente, um hacker conseguiu obter as chaves privadas da organização e as usou para drenar os recursos dos pools de liquidez da Raydium. Ainda não foi divulgado como o hacker acessou essas informações, porém, ele teria roubado mais de US$ 2,2 milhões em ativos digitais dos pools, incluindo US$ 1,6 milhão em SOL”, afirma.

FTX ainda rende

Já em relação à falência da FTX, o juiz John Dorsey, que supervisiona o processo, disse em uma audiência que permitiria que as organizações de mídia intervenham no caso FTX e argumentem para que os nomes dos credores sejam revelados. Aos 50 principais credores, a FTX deve cerca de US$ 3,1 bilhões.

Por fim, nos últimos sete dias a binance coin (BNB) caiu 12,9% em meio à notícia de que a empresa de auditoria Mazars, que auditou a prova de reservas da Binance em novembro, não trabalharia mais com empresas do setor de criptoativos.

Pelo Twitter, a corretora se defendeu retuitando um fio do perfil B (Da Viking), que ressaltava que a Mazars não auditava somente a Binance como também empresas tais quais Crypto.com e Kucoin. “A Mazars pode ter parado as auditorias com cripto porque sentiu que era muito arriscado para ela, o que é compreensível no clima atual. Companhias de finanças tradicionais estão cada vez mais cautelosas com cripto desde a implosão da FTX”, diz a série de tuítes.

Indicadores macro também pesam

Entre os indicadores macroeconômicos desta semana, os destaques ficam para o Produto Interno Bruto (PIB) e o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA. A última leitura do PIB dos EUA no terceiro trimestre será divulgada na quinta-feira (22) às 10h30 (horário de Brasília), enquanto o PCE de novembro sai na sexta (23) também às 10h30.