Mercado opera na esteira da ata do Copom: quais os próximos passos da Selic?

Após balanço do Itaú, mercado fica de olho em dados da Braskem e Eletrobras

O mercado deve operar nesta terça-feira (8) na esteira da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento apresentou detalhes a respeito da decisão da semana passada, que reduziu a taxa básica de juros da economia de 13,75% para os atuais 13,25% – um corte de meio ponto porcentual não esperado.

A decisão do colegiado não foi unânime e o placar final foi 5 a 4 em favor do corte – coube ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dar o voto decisivo em favor da redução de meio ponto porcentual.

Hoje o mercado digere mais informações sobre a queda, bem como avalia os próximos passos da política monetária. O comitê indicou que o ritmo de cortes dos juros deve ser de 0,50 ponto percentual nas próximas e avaliou como pouco provável acelerar o afrouxamento.

Após o Itaú divulgar que seu lucro subiu 14% no segundo trimestre do ano – somou R$ 8,74 bilhões -, a terça-feira será marcada por novos balanços. Hoje, Braskem e Eletrobras divulgam seus números. Além delas, também está prevista a divulgação de dados da CVC e Raia Drogasil.

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,11% – a 119.379 pontos. Já o dólar avançou 0,40% e terminou o dia de ontem cotado a R$ 4,8946.

Bolsas na Ásia

Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único, nesta terça-feira, mas o quadro negativo predominou. Na China, Xangai registrou queda, após números da balança comercial da China mais fracos que o previsto e com incorporadoras locais ainda em foco, enquanto a Bolsa de Tóquio exibiu ganho modesto.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,25%, em 3.260,62 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,33%, a 2.051,03 pontos. Dados oficiais mostraram mais cedo que as exportações e as importações chinesas caíram mais que o esperado em julho. Na avaliação do Nomura, os mercados aparentemente se mostravam muito otimistas nas últimas semanas ao superestimar o apoio político de Pequim e subestimar as pressões de baixa na economia local.

As incorporadoras ficaram sob pressão no mercado acionário chinês, com China Vanke em baixa de 1,0% e Gemdale Corp, de 3,3%, em meio a notícias de que a Country Garden deixou de pagar dois cupons denominados em dólar.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou queda de 1,81%, em 19.184,17 pontos, também com dados modestos da balança comercial da China em foco. Há expectativas agora no mercado local pelos números de inflação chineses, que saem já na quarta-feira local. Incorporadoras também estiveram sob pressão em Hong Kong, ao lado de varejistas. O papel da Country Garden recuou 14%, Country Garden Services caiu 10% e Longfor, 4,8%.

Na Bolsa de Tóquio, o Nikkei fechou em alta de 0,38%, em 32.377,29 pontos. Os ganhos de ontem em Nova York colaboraram, bem como a fraqueza do iene, que tende a ajudar os resultados de exportadoras japonesas. Entre os destaques, Meiji Holdings subiu 10,5%, Kawasaki Kisen Kaisha subiu 5,8% e Tokyo Gas, 4,5%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou baixa de 0,26% em Seul, em 2.573,98 pontos, na sua quinta queda consecutiva. A balança comercial da China influiu, com ações de internet, varejo e microchips entre as quedas. Hyundai Department Store registrou baixa de 6,3%, após balanço pior que o previsto para o segundo trimestre, e a fabricante de microchips SK Hynix perdeu 2,7%.

Em Taiwan, o índice Taiex fechou em queda de 0,70%, em 16.877,07 pontos.

Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo